Asteroides podem atingir a Terra? O que a ciência revela sobre os riscos reais

Como funciona o monitoramento global de asteroides da NASA e da ESA

Telescópios espalhados pelo mundo monitoram asteroides que passam perto da Terra

Telescópios espalhados pelo mundo monitoram asteroides que passam perto da Terra | Imagem gerada por IA

A possibilidade de um asteroide colidir com a Terra nos próximos séculos é considerada extremamente baixa, segundo dados das principais agências espaciais do mundo. Esse cenário é resultado de um sistema de vigilância cada vez mais sofisticado, mantido por instituições como a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA), que monitoram continuamente objetos próximos ao nosso planeta.

Continua após a publicidade

Ferramentas como o sistema Sentry, da NASA, e o NEODyS, utilizado por centros europeus, acompanham milhares de asteroides classificados como Objetos Próximos à Terra (NEAs). Esses sistemas cruzam informações de telescópios terrestres e espaciais para atualizar, quase em tempo real, qualquer possibilidade de impacto.

Continua após a publicidade

Embora colisões capazes de causar alterações climáticas globais sejam eventos extremamente raros e ocorram em escalas de dezenas de milhares de anos, pequenos fragmentos espaciais entram diariamente na atmosfera terrestre sem provocar danos.

Continua após a publicidade

A maior atenção dos cientistas está voltada para asteroides com mais de 140 metros de diâmetro, considerados potencialmente perigosos, pois, caso colidissem com a Terra, poderiam causar danos regionais significativos.

Continua após a publicidade

Monitoramento global reduz riscos

O Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), da NASA, mantém uma lista atualizada de possíveis impactos conhecidos. Atualmente, as probabilidades calculadas para os próximos 100 anos são consideradas extremamente baixas, próximas de zero, com base nos objetos já catalogados.

Continua após a publicidade

Com o avanço da tecnologia, telescópios como o Pan-STARRS, no Havaí, e o futuro Observatório Vera Rubin devem ampliar ainda mais essa vigilância. Hoje, a comunidade científica estima que mais de 90% dos asteroides com mais de 1 quilômetro de diâmetro já tenham sido identificados, reduzindo significativamente o risco de surpresas de grande escala.

Continua após a publicidade

Além da observação, programas internacionais testam soluções práticas. Missões espaciais recentes demonstraram que é possível alterar a trajetória de um asteroide de forma controlada, caso uma ameaça seja detectada com antecedência suficiente.

Continua após a publicidade

Casos que chamaram atenção

O asteroide Apophis, com cerca de 370 metros de diâmetro, é um dos exemplos mais conhecidos. Ele passará próximo à Terra em abril de 2029, mas cálculos atuais indicam que não há risco de colisão nesse encontro nem nos próximos 100 anos.

Continua após a publicidade

Outros objetos monitorados, como o asteroide Bennu, estudado pela missão OSIRIS-REx, apresentam probabilidades muito pequenas de impacto em datas distantes, como o ano de 2182. Esses números, embora chamem atenção, reforçam a importância do acompanhamento contínuo, já que novas observações costumam reduzir ainda mais as estimativas de risco.

Continua após a publicidade

Riscos em escalas geológicas

Em uma perspectiva de longo prazo, impactos de asteroides gigantes, com mais de 10 quilômetros de diâmetro, são extremamente raros e acontecem, em média, a cada 100 milhões de anos. Foi um evento desse tipo que levou à extinção dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos.

Continua após a publicidade

Já asteroides menores, com dezenas de metros, podem atingir a Terra com mais frequência, em intervalos que variam entre décadas e séculos. No entanto, a maioria desses objetos se desintegra na atmosfera, como ocorreu no episódio de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013.

Continua após a publicidade

De acordo com estimativas atuais da NASA, nenhum asteroide conhecido representa uma ameaça significativa de impacto nas próximas décadas. Ainda assim, cientistas destacam que o monitoramento constante é essencial, já que novos objetos podem ser descobertos a qualquer momento.

Continua após a publicidade

Defesa planetária avança

Em 2022, a missão DART marcou um avanço histórico ao conseguir alterar a órbita do asteroide Dimorphos, comprovando que a humanidade já possui meios técnicos para desviar objetos espaciais, se necessário. A missão Hera, da ESA, deve aprofundar esse conhecimento nos próximos anos.

Continua após a publicidade

Além disso, agências espaciais e organizações internacionais trabalham de forma conjunta por meio de iniciativas ligadas à Organização das Nações Unidas, que coordenam estudos, simulações e estratégias de resposta. Esse esforço global garante que o planeta esteja mais preparado do que nunca para lidar com possíveis ameaças vindas do espaço.