Conheça o mundo oculto dos profissionais do sexo em São Paulo

Conheça a difícil rotina de sobrevivência urbana desses paulistanos

Profissionais do sexo relatam vida violenta que enfretam

Profissionais do sexo relatam vida violenta que enfretam | Reprodução/Youtube

A agitada Praça da República revela um mundo escondido, especialmente quando a noite cai. Aqui, profissionais do sexo enfrentam desafios diários, formando uma comunidade única em meio à paisagem urbana. Suas histórias de sobrevivência frequentemente passam despercebidas.

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A Praça da República está no coração de São Paulo. É um lugar onde diversas vidas se cruzam, particularmente as de travestis, prostitutas e jovens que se envolvem com o trabalho sexual. Esta história explora suas vidas, repletas de dificuldades, resiliência e uma busca por dignidade.

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Suas experiências refletem questões mais amplas de desigualdade social e marginalização em uma das maiores metrópoles da América Latina. O que realmente significa viver e sobreviver neste ambiente?

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Uma noite na República: quem são essas pessoas?

O filme “Anora” vencedor do Oscar de melhor longa de 2025 lançou luz sobre um público marginalizado: o de profissionais do sexo. Mas como é a vida desses trabalhadores na quarta maior metrópole do mundo?

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Em 2022, uma reportagem do “Conexão Repórter”, do SBT mostrou parte dessa difícil rotina na Praça da República.

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A praça é um palco. Ali encontram-se travestis, traficantes, prostitutas, garotos de programa e outros. Todos dividem o mesmo espaço, numa longa noite paulistana.

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Natiele (nome fictício) é uma delas. Ela é travesti e revela que usa drogas como forma de aguentar a dura realidade do trabalho. Para ela, o uso de drogas é uma parte normal de sua rotina.

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Originalmente do Ceará, Natiele veio para São Paulo em busca de oportunidades. Agora, ela trabalha como profissional do sexo. 

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A dura realidade: violência e sobrevivência

A violência faz parte da vida diária na República. Agressões acontecem com frequência, mesmo por outras travestis. 

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No entanto, alguns procuram uma saída. Natiele está envolvida em um programa que apoia travestis e transexuais a voltar a estudar e entrar no mercado de trabalho. Ele ajuda a retornar à escola e encontrar empregos.

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Paula, outra travesti, frequenta a República. Ela enfrenta dificuldades emocionais e financeiras. “Carência afetiva, carência financeira, carência, todo tipo de carência que você imaginar”.

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Paula procura trabalho “bastante”, ela diz. Mas sua vulnerabilidade torna isso difícil. “Muitos fecham a porta e é isso que machuca”.

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Não ter um lugar para dormir é difícil. Ela conta: “Você saber que você não tem o direito ao descanso”. Paula constantemente teme roubo ou violência. “A pior das coisas que vai vir alguém te matar dormindo”.

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Alianças e apoio mútuo

Apesar dos desafios, muitos formam alianças. Eles se ajudam a sobreviver em um lugar hostil. 

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Lucas Rafael é um jovem garoto de programa. Ele é “casado” com uma travesti. Ele acredita que seu relacionamento é especial. “Quando você tem um relacionamento com uma travesti, é totalmente diferente do que uma mulher, né?”.

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Os clientes de Lucas incluem homens e mulheres. Ele envia dinheiro para sua família, que mora no Paraná.

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Marginalização e esperança

A República revela uma realidade difícil. A falta de oportunidades empurra as pessoas para a prostituição e o crime.

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Mas existem histórias de esperança. Isadora é uma mulher trans. Ela encontrou apoio em um abrigo. Agora, ela ajuda outros. “Eu consegui. Não foi por remédio, não foi por nada, por força de vontade”.

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A praça é um microcosmo. Ela mostra a desigualdade social e a marginalização no Brasil. 

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A Praça da República mostra os contrastes de uma sociedade. Aqui, beleza e decadência coexistem. Esperança e desespero se encontram.

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Um olhar para o futuro

As vidas dos profissionais do sexo em São Paulo são complexas. Eles enfrentam violência e pobreza.

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Também demonstram a necessidade de uma resiliência ímpar. Suas histórias destacam a urgente necessidade de mudança social.