Bico de Papagaio: entenda o que é e como tratar

Dores na coluna afetam cerca de 80% da população, de acordo com a Organização Mundial da Saúde

Segundo dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população já teve ou vai ter dores na coluna

Segundo dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população já teve ou vai ter dores na coluna | Kindel Media/Pexels

Sentir dores na coluna é algo comum para muitas pessoas. Segundo dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população já teve ou vai ter problemas com isso.

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Não há uma resposta definitiva do motivo da população sofrer tanto com esses problemas, visto que as dores nas costas podem ter inúmeras causas diferentes. Elas vão desde um mau hábito postural até alterações estruturais na região.

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Saiba mais abaixo. O texto conta com informações do Hospital Israelita Albert Einstein.

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O que é bico de papagaio?

O bico de papagaio é o nome mais conhecido de um problema chamado de osteofitose.

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São lesões na coluna vertebral, que geram os chamados “osteófitos” – que são como um prolongamento dos ossos, que aparecem por conta da progressão do problema. Isso ocorre graças à deposição de cálcio (mineral que compõe os ossos) na região.

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Segundo o Hospital Albert Einstein, o caso mais comum é o de que apenas um dos discos (divisões) da coluna apresentem o bico de papagaio, mas há pacientes que têm mais de uma estrutura com esse problema.

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Além disso, estes bicos podem estar presentes em qualquer divisão da coluna, assim como em ossos que sequer fazem parte dessa região do corpo.

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Outra doença muito recorrente na coluna é a escoliose.

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Motivo do nome do bico de papagaio

O nome curioso se deve ao fato da aparência da lesão em exames de raios-x, que são parecidos com o bico da ave em questão por conta da curvatura.

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Possíveis causas de bico de papagaio

A primeira razão apontada pelo hospital que contribui para o desenvolvimento do problema é o envelhecimento das estruturas ósseas da coluna, que normalmente começa a acontecer por volta dos 45 anos.

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No entanto, alguns fatores de risco extra são:

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  • Sobrepeso;
  • Obesidade e;
  • Sedentarismo.

Pessoas com doenças degenerativas ou crônicas também têm uma chance aumentada de desenvolver bicos de papagaio. Dentre as principais, estão:

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  • Artrite reumatoide;
  • Espondilite anquilosante;
  • Esclerodermia e;
  • Lúpus.

Alterações como artrose e hérnia de disco, além da má postura da coluna, também podem contribuir para esse quadro. 

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Sintomas do bico de papagaio

Os bicos de papagaio são lesões que não surgem do dia para a noite, mas sim como resultado de anos de deposição de cálcio nos ossos, até que a ponta se forme e fique visível nos exames de raios-x.

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Portanto, é muito comum que os pacientes não sintam absolutamente nada por muitos anos, sendo um problema inicialmente assintomático. Contudo, quando os sinais aparecem, é porque a lesão já está um pouco mais avançada.

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Os sintomas que podem surgir são:

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  • Dor na coluna, que normalmente fica um pouco mais controlada quando o paciente se senta;
  • Dor irradiante (que se espalha) para as pernas;
  • Queimação;
  • Formigamento nas pernas e dos pés;
  • Perda na sensibilidade das pernas e dos pés;
  • Cãibras;
  • Perda da força muscular;
  • Músculos rígidos (travados);
  • Dificuldade para se movimentar (esticar a coluna, por exemplo, pode ser um desafio).

Como é feito o diagnóstico do bico de papagaio?

Como os sintomas não aparecem no início do problema, é comum que os bicos de papagaio sejam diagnosticados “sem querer”.

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Em muitos casos, a pessoa vai ao médico por uma razão qualquer e, quando um exame de imagem é solicitado, é possível ver a “pontinha” surgindo em um ou mais ossos.

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O diagnóstico pode ser feito com um simples raio-x. As imagens são bem claras e é possível ver perfeitamente a formação do osteófito ao bater o olho no resultado.

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Em casos mais complexos, no entanto, pode ser necessário a realização de exames complementares.

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Por exemplo, quando o paciente perde a sensibilidade dos membros inferiores, o médico pode solicitar testes, como a ressonância magnética, que permitem a avaliação dos nervos da região afetada.

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Formas de tratamento do bico de papagaio

O problema pode ser atendido por muitos profissionais, incluindo o ortopedista, o reumatologista e os fisioterapeutas. Veja abaixo algumas formas de tratamento.

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Caso sinta dores ou tenha o problema diagnosticado, o recomendado é seguir as orientações médicas para um tratamento mais efetivo.

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Uso de medicações

Em muitos casos, os profissionais responsáveis poderão prescrever medicações para aliviar a dor e a inflamação. Dentre eles, estão os analgésicos e os anti-inflamatórios, que só podem ser utilizados com a prescrição médica. 

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Prática de exercícios

Quando recomendada pelos profissionais, a prática de exercícios é uma ótima forma de lidar com os sintomas do bico de papagaio ou até mesmo prevenir que eles apareçam.

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Musculação e pilates, por exemplo, são boas maneiras de fortalecer a musculatura das costas e evitar esses problemas.

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Fisioterapia

A realização de sessões de fisioterapia também ajuda a prevenir e tratar os sintomas do bico de papagaio. Essa prática ajuda na manutenção do movimento e reduz dores e outros desconfortos.

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Cirurgia

Em casos mais graves, o bico de papagaio pode exigir a realização de uma cirurgia para remover as “pontinhas” formadas nos ossos.

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No entanto, ela só é feita em último caso, quando o paciente tem uma grande perda da qualidade de vida e sente dor ou dificuldade de se movimentar muito acentuadas.