Os ímãs estão presentes em grande parte das geladeiras brasileiras. Eles decoram, guardam lembranças de viagens e servem para prender recados e desenhos em um ponto visível da cozinha.
Mesmo parecendo inofensivos, porém, esses acessórios podem marcar a superfície e até interferir no funcionamento de certos modelos de refrigeradores.
Possíveis impactos
Segundo o especialista em física biomédica Tomás del Campo, as geladeiras modernas são as mais sensíveis ao uso de ímãs.
Em entrevista à rádio espanhola Onda Cero, ele afirmou que quem possui modelos inteligentes – que regulam temperatura e outras funções – deve ter mais cuidado.
Isso porque os ímãs podem interferir no funcionamento de geladeiras com tela “touch screen”, que reagem tanto ao toque quanto a campos magnéticos.
Mas é importante lembrar que o impacto depende do material e da qualidade dos ímãs utilizados.
Modelos que não são afetados
O físico explica que geladeiras mais antigas não costumam apresentar problemas. Para ele, a ideia de que o campo magnético dos ímãs prejudica qualquer tipo de refrigerador é um mito.
“Os ímãs que usamos para decorar a porta da geladeira têm um campo magnético extremamente fraco em comparação aos campos gerados pelos componentes internos do aparelho, como o motor e os sistemas de refrigeração”, acrescentou à Onda Cero.
Ele também frisa que os ímãs não alteram o consumo de energia: “Isso depende de eficiência energética, do design do eletrodoméstico e de seu uso. Os ímãs não têm influência sobre esses fatores.”
Dicas para evitar prejuízos
Se você tem uma geladeira com tela sensível ao toque, prefira posicionar os ímãs em áreas com menor chance de causar interferência.
Para evitar arranhões ou marcas de cola na superfície, escolha ímãs de plástico ou resina e evite peças metálicas grandes e pesadas.
Outra sugestão é montar um mural separado para reunir fotos e lembranças sem correr o risco de danificar a geladeira.


