Estudo surpreendente mostra que macacos conseguem simular situações na mente

Estudos de primatologia, incluindo o trabalho de Jane Goodall, revelam como macacos podem usar ferramentas, sentir emoções e até mesmo imaginar

ntenda como a ciência comprovou que os macacos, nossos parentes evolutivos, possuem habilidades mentais complexas, como o raciocínio e a imaginação

ntenda como a ciência comprovou que os macacos, nossos parentes evolutivos, possuem habilidades mentais complexas, como o raciocínio e a imaginação | Freepik

O parentesco evolutivo entre a humanidade e macacos faz com que ambos compartilhem diversas características entre si. Por mais que os primatas não sejam conhecidos por serem racionais, eles também são capazes de elaborar ferramentas e de usufruir da imaginação.

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Isto é o que apontam estudos importantes e revolucionários do campo da primatologia. Com base em experimentos, especialistas constataram que os nossos “primos evolutivos” têm mais em comum com os humanos quando se trata do uso da mente do que pensávamos.

Raciocínio, sentimentos e as contribuições de Goodall

A primatóloga, conservacionista e defensora dos animais, a Dra. Jane Goodall foi um fenômeno na área de pesquisa com macacos. A partir de seu trabalho, a comunidade científica pôde compreender mais sobre a capacidade da mente dos primatas.

Em uma pesquisa de campo realizada no parque de Gombe, na Tanzânia, Goodall testemunhou grupos de chimpanzés utilizando ferramentas para diferentes finalidades.

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Essa descoberta foi importante, já que o uso destes recursos representa uma capacidade avançada de resolução de problemas.

Dentre os objetos que eram utilizados pelos macacos, se destacam:

  • Gravetos para a pesca e extração de cupins de seus ninhos;
  • Pedras como armas e ferramentas para quebrar nozes ou cascas de frutas;
  • Folhas para absorver e, posteriormente, beber água;
  • Cordas para brincar de cabo de guerra.

Goodall também observou a capacidade dos macacos de sentir e expressar emoções. Isso foi constatado ao presenciar o caso de um jovem chimpanzé que, após sua mãe morrer, desenvolveu um quadro de depressão e faleceu em seguida.

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Outro exemplo disso foi quando reparou que estes animais, quando estavam enjaulados, tinham olhares, feições e gestos cabisbaixos. O que a levou a acreditar que, quando cativos, os macacos se tornam uma versão inferiorizada deles mesmos.

O uso da imaginação pelos macacos

Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, trouxe contribuições que indicam que os macacos são capazes de usar a imaginação e simular situações.

Os experimentos simularam encontros sociais com o consumo de bebidas e alimentos. Os pesquisadores analisaram como um bonobo, chamado Kanzi, interagia com os objetos de mentira.

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O caso foi analisado por meio de três encontros. No primeiro, um dos responsáveis pelo estudo usou uma jarra para encher dois copos com suco imaginário e, em seguida, esvaziou um deles.

Quando questionado sobre qual copo ainda continha a bebida, o macaco apontou para o recipiente correto.

Em uma segunda ocasião, foram utilizados novamente dois copos, mas desta vez, um com suco de verdade e outro com líquido imaginário. Ao ser perguntado qual preferia, Kanzi apontava para a bebida verdadeira, o que demonstrou sua capacidade de diferenciar o que era real ou não.

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O terceiro encontro foi feito com base neste conceito, e os resultados foram os mesmos.

Estudos futuros buscam compreender se essa habilidade dos macacos é mais comum do que se imaginava anteriormente. Com as próximas pesquisas, os cientistas poderão explorar outras faces da imaginação dos primatas.