Finalista de prêmio de R$ 100 mil, estudante de 13 anos cria técnica para tirar agrotóxico de alimentos usando casca de amendoim

Jovem de Minnesota desenvolveu método que transforma um resíduo agrícola em material capaz de reter resíduos de pesticidas na superfície de frutas e verduras

Inovação levou estudante de 13 anos à final de uma competição científica nos EUA, que oferece US$ 25 mil ao vencedor (Foto: Reprodução/Youtube/@youngscientistchallenge)

Inovação levou estudante de 13 anos à final de uma competição científica nos EUA, que oferece US$ 25 mil ao vencedor (Foto: Reprodução/Youtube/@youngscientistchallenge)

Uma estudante de apenas 13 anos encontrou uma maneira inusitada de reaproveitar um material que normalmente vai para o lixo. Arika Kundu, de Minnesota, nos Estados Unidos, desenvolveu um método que usa cascas de amendoim para ajudar a remover resíduos de pesticidas de frutas e verduras frescas.

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A ideia chamou a atenção de uma das principais competições científicas para estudantes do país. Agora, a jovem está entre os 10 finalistas do Desafio de Jovens Cientistas da 3M de 2026 e poderá disputar um prêmio de US$ 25 mil, cerca de R$ 100 mil.

O projeto ainda passará por novas etapas antes da decisão final. No entanto, a proposta já mostra como um resíduo agrícola pode ganhar uma nova função e, ao mesmo tempo, ajudar a enfrentar uma questão relacionada à segurança dos alimentos.

Como surgiu a ideia

Arika é aluna do sétimo ano da Escola de Ensino Fundamental Minnetonka East, em Shorewood, Minnesota. Seu projeto recebeu o nome de “LIGNEX – Uma nova abordagem baseada em biossorção que utiliza resíduos agrícolas para eliminar resíduos de pesticidas de produtos frescos”.

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A estudante partiu de uma questão simples: mesmo depois da lavagem, frutas e verduras podem continuar apresentando resíduos de pesticidas em sua superfície. Por isso, ela buscou uma alternativa prática e acessível para reduzir ainda mais essas substâncias.

Em vez de recorrer a materiais caros, Arika decidiu investigar resíduos agrícolas. Assim, chegou às cascas de amendoim, que costumam ser descartadas após o processamento. A partir delas, desenvolveu um material capaz de reter resíduos de pesticidas presentes na superfície dos alimentos.

Casca de amendoim vira filtro

O método criado pela estudante utiliza um processo chamado biossorção. De maneira simplificada, alguns materiais naturais conseguem atrair e reter determinadas substâncias químicas, funcionando de forma semelhante a uma esponja que captura água.

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No projeto de Arika, a casca de amendoim tratada atua como uma espécie de filtro natural. Quando entra em contato com produtos frescos, o material pode capturar resíduos de pesticidas presentes na superfície de frutas e verduras.

Além de buscar uma nova forma de reduzir esses resíduos, a proposta também dá uma segunda utilidade a um material que normalmente seria descartado. Dessa maneira, a inovação une reaproveitamento de resíduos agrícolas e uma possível aplicação na área de segurança alimentar.

Jovem disputa prêmio de US$ 25 mil

Como uma das 10 finalistas do Desafio de Jovens Cientistas da 3M, Arika trabalhará durante o verão com um cientista da 3M para aperfeiçoar sua ideia antes da etapa final, marcada para outubro.

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A competição é organizada pela 3M e pela Discovery Education e está em sua 19ª edição. Voltada a estudantes do ensino fundamental II, a disputa procura reconhecer soluções científicas para problemas do mundo real.

A etapa decisiva ocorrerá nos dias 12 e 13 de outubro, no Centro de Inovação da 3M, em St. Paul, Minnesota. Os finalistas terão de apresentar seus projetos, participar de desafios ao vivo e responder às perguntas dos jurados.

Arika pode virar a ‘Melhor Jovem Cientista da América’

Arika explicou que decidiu participar justamente para aprimorar sua criação. “Participei do Desafio de Jovens Cientistas da 3M para aprimorar minha inovação e transformá-la em um produto do qual todos possam se beneficiar”, disse ela ao Young Scientist Lab.

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Se vencer, a estudante levará US$ 25 mil e o título de “Melhor Jovem Cientista da América”. Além disso, ela já tem planos para o futuro e espera seguir uma carreira na ciência. “Daqui a 15 anos, espero ser uma astrobióloga, especificamente em biologia computacional”, afirmou.

Para Brian Shaw, CEO da Discovery Education, a trajetória dos finalistas mostra que a curiosidade científica pode surgir cedo. “Os finalistas do Desafio de Jovens Cientistas da 3M deste ano provam que você pode ser cientista em qualquer idade”, disse Shaw em comunicado oficial.