Gigante cemitério de baleias é descoberto a 7 mil metros de profundidade

Achado no Oceano Índico revela centenas de esqueletos e um ecossistema que intriga cientistas

Esqueletos de baleias espalhados pelo fundo do Oceano Índico formam um dos maiores cemitérios marinhos já encontrados (Foto: Wikimedia Commons)

Esqueletos de baleias espalhados pelo fundo do Oceano Índico formam um dos maiores cemitérios marinhos já encontrados (Foto: Wikimedia Commons)

Imagine descer mais de 7 mil metros abaixo da superfície do oceano e encontrar centenas de esqueletos de baleias espalhados pelo fundo do mar. Foi exatamente isso que cientistas descobriram no Oceano Índico, um enorme “cemitério” de baleias, considerado o mais profundo, antigo e extenso já registrado no planeta.

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O local reúne fósseis com até 5,3 milhões de anos e revelou um ecossistema surpreendente, repleto de espécies raras e até desconhecidas pela ciência.

Embora cerca de 500 esqueletos já tenham sido encontrados, os cientistas acreditam que o número real seja muito superior. Acreditam que a região inteira possa esconder milhões de restos de cetáceos espalhados por uma área aproximada de 1,2 mil km.

Onde fica o misterioso cemitério de baleias?

A descoberta publicada no jornal Nature, aconteceu na chamada Zona Diamantina, uma enorme região submarina localizada entre a Austrália e a Antártida. Durante mais de 30 mergulhos com submarinos de pesquisa, os cientistas identificaram cerca de 485 pontos com restos de baleias.

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O mais impressionante é que os ossos não estão apenas preservados: eles funcionam como verdadeiros habitats da vida marinha, abrigando estrelas-do-mar, moluscos e outras criaturas adaptadas a condições extremas.

O mais impressionante é que a região parece funcionar como um ponto de acumulação natural de carcaças há pelo menos 5 milhões de anos.

Por que tantas baleias morreram no mesmo lugar?

Uma das hipóteses faladas, é a combinação de fatores geológicos e biológicos. A região seria uma importante área de alimentação e rota migratória para várias espécies de cetáceos.

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Além disso, o relevo submarino possui o formato de uma grande fossa em “V”, funcionando como uma espécie de funil natural que conduz carcaças para as partes mais profundas do oceano.

No caso das baleias-bicudas, que representam boa parte dos esqueletos encontrados, os riscos associados aos mergulhos extremos também podem contribuir para a mortalidade desses animais. Algumas delas chegam a mergulhar a milhares de metros em busca de alimento.