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Maior favela sobre a água da América Latina fica em SP

Moradia precária e perigosa é desafio social e ambiental para autoridades há anos

Leonardo Sandre

29/08/2025 às 14:00  atualizado em 29/08/2025 às 14:06

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Em 2014, a área ocupada pela maior favela de palafitas do Brasil atingiu aproximadamente 196 mi m2

Em 2014, a área ocupada pela maior favela de palafitas do Brasil atingiu aproximadamente 196 mi m2 | Rodrigo Montaldi/Diario do Litoral

Em Santos, no litoral de São Paulo, está a maior favela sobre palafitas do Brasil. O Dique da Vila Gilda abriga mais de 20 mil pessoas que convivem diariamente com riscos de desabamento, doenças e falta de saneamento.

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As casas, construídas sobre estacas de madeira, estendem-se sobre o rio. A falta de saneamento básico e o acúmulo de lixo na água agravam os problemas da comunidade.

O cenário impressiona: casas suspensas sobre a água, ligadas por passarelas de madeira, revelam uma realidade dura e pouco conhecida. Apesar das dificuldades, os moradores encontram formas de adaptação e mantêm viva a esperança de melhorias.

Vida sobre a água

As palafitas se espalham sobre o Rio dos Bugres, em uma área de manguezal. O esgoto a céu aberto e o acúmulo de lixo aumentam os riscos de doenças e prejudicam a qualidade de vida da população.

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A elevação da maré e os ventos fortes são ameaças constantes. Como muitas casas foram erguidas de maneira improvisada, famílias vivem sob risco de desabamento a qualquer momento.

História da comunidade

A ocupação do Dique da Vila Gilda começou nos anos 1960, quando famílias em situação de vulnerabilidade passaram a construir moradias irregulares. Com o tempo, o crescimento desordenado avançou sobre o rio.

Hoje, a comunidade é um verdadeiro labirinto de tábuas e papelão. A falta de planejamento urbano dificulta o acesso a serviços básicos e amplia a vulnerabilidade dos moradores.

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Impactos ambientais

Segundo estudo da Universidade Católica de Santos, imagens aéreas mostraram que, entre 1962 e 2014, a expansão da favela reduziu drasticamente a vegetação de mangue da região.

Em 2014, a área ocupada pela comunidade já chegava a 196 mil metros quadrados. A ocupação resultou na supressão total da vegetação original, afetando o equilíbrio ambiental da região.

Desafios de saúde pública

A precariedade sanitária impacta diretamente a saúde. Uma pesquisa da Universidade Católica de Santos, entre 2015 e 2021, analisou casos de doenças de veiculação hídrica na zona noroeste.

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Os resultados mostraram que, embora a região sem palafitas tivesse mais atendimentos por essas doenças, os casos da Vila Gilda eram mais graves e resultavam em internações com maior frequência.

Iniciativas sociais

Apesar dos desafios, projetos sociais trazem esperança. O Cruyff Court, campo de futebol com gramado sintético, será construído no Instituto Arte no Dique em parceria com fundações internacionais.

O objetivo é oferecer às crianças da comunidade um espaço seguro de lazer e esporte. Além disso, organizações locais atuam com educação, cultura e inclusão social, buscando transformar a realidade da região.

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Desafios e perspectivas

A maior favela sobre palafitas do Brasil é um retrato da desigualdade urbana. Falta de saneamento, moradias precárias e riscos ambientais continuam sendo parte da rotina da comunidade.

Enquanto a solução definitiva depende de políticas públicas de habitação e urbanização, os moradores seguem enfrentando as dificuldades do dia a dia e buscando alternativas para um futuro mais digno.

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