Onda de calor no Brasil: como 62°C foram registrados e como se proteger

como se preparar para temperaturas extremas

Calor pode se aproximar da marca dos 40°C em áreas do centro-oeste e norte do estado de São Paulo

A onda de calor em SP eleva temperaturas para marcas acima da média usual | Paulo Pinto/Agência Brasil

Parte do Brasil frequentemente enfrenta ondas de calor. Com regiões registrando temperaturas pelo menos 5°C acima da média mensal, este tipo de fenômeno cria condições extremas em diversas partes do País.

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No verão do estado de São Paulo, por exemplo, as temperaturas ultrapassam os 35°C com o fenômeno, marca incomum para os paulistas. Na Capital, a Defesa Civil chega a emitir alertas à população.

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De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vários estados enfrentam condições semelhantes, com temperaturas máximas com soma 5°C ou mais.

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O que é uma onda de calor e como ela afeta o Brasil?

Ondas de calor são períodos prolongados de altas temperaturas, muitas vezes acima da média. Esses fenômenos têm se tornado mais comuns no Brasil devido a mudanças climáticas e eventos como o El Niño.

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As altas temperaturas podem trazer impactos severos à saúde e ao meio ambiente, como aumento do risco de incêndios florestais, secas prolongadas e problemas de saúde pública, como desidratação e insolação.

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Nesse cenário, truques para refrescar casas sem ar condicionado podem ser úteis.

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Relembre ondas de calor dos últimos anos

  • Verão de 2024: em março de 2024, o Rio de Janeiro enfrentou temperaturas percebidas que atingiram impressionantes 62°C, uma das mais altas já registradas. Este evento foi marcado por temperaturas extremas que afetaram a capacidade dos moradores de realizar atividades diárias normais devido ao calor intenso 
  • Inverno de 2023: um raro evento de calor durante o inverno atingiu 19 dos 26 estados do Brasil, incluindo a capital, Brasília, com temperaturas chegando a quase 42°C em agosto, apesar de ainda ser inverno. Este evento trouxe condições secas e baixa umidade, impactando até mesmo a região amazônica
  • Novembro de 2023: foi particularmente difícil, quando o país registrou a temperatura mais alta já observada, atingindo 44.8°C. Essa onda de calor não só causou impactos diretos na saúde pública mas também exacerbou incêndios e secas em várias regiões 
  • Verão de 2016: no litoral de São Paulo, em Iguape, a temperatura máxima alcançou 40.4°C em janeiro de 2016, marcando um dos eventos de calor extremo mais significativos para a região naquele período

Como as ondas de calor afetam o meio ambiente

O impacto das ondas de calor no meio ambiente é notável. O aumento da temperatura pode causar estresse em plantas e animais, além de aumentar o risco de incêndios florestais, que, por sua vez, pioram a qualidade do ar.

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Além disso, a escassez de água e a baixa umidade do solo agravam as secas, prejudicando a agricultura e a biodiversidade. Os efeitos são sentidos tanto nas áreas rurais quanto nas cidades.

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O efeito das ilhas de calor nas grandes cidades

Nas grandes cidades, as ondas de calor são intensificadas pelo fenômeno conhecido como “ilha de calor urbano”. As áreas urbanizadas, com asfalto e concreto, retêm mais calor, fazendo com que as temperaturas locais aumentem ainda mais.

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A falta de vegetação e áreas verdes nas cidades também contribui para elevar a sensação de calor. Isso gera riscos maiores à saúde da população, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

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Desigualdade nas ilhas de calor: áreas urbanas e periurbanas

Em São Paulo, estudos da USP revelam variações de até 4°C na temperatura média entre bairros urbanos e periurbanos.

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Regiões como Tucuruvi, Mooca e Jabaquara, mais urbanizadas, têm maior intensidade de calor e menor umidade, comparadas a áreas mais afastadas e arborizadas, como Capela do Socorro e Riacho Grande.

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Essa diferença ocorre por causa do uso do solo e pela menor presença de áreas verdes nos bairros urbanos. Em contrapartida, regiões mais rurais apresentam maior conforto térmico, mesmo durante as ondas de calor.

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Como proteger a saúde durante uma onda de calor

A exposição prolongada ao calor extremo pode causar sérios problemas de saúde. Para evitar esses riscos, é importante tomar algumas medidas de precaução.

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O Ministério da Saúde recomenda evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação é mais intensa.

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Outro ponto fundamental é a hidratação. Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, é essencial para manter o corpo hidratado.

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Além disso, deve-se evitar bebidas alcoólicas e muito açucaradas, que podem desidratar ainda mais o organismo.

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Dicas para manter a casa fresca durante o calor

Em dias de calor extremo, algumas adaptações simples em casa podem fazer a diferença. Usar cortinas para bloquear a entrada de sol e abrir janelas à noite são algumas das recomendações.

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Além disso, o uso de umidificadores ou de toalhas molhadas pode ajudar a manter o ambiente mais fresco e confortável.

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Verificar regularmente a condição de idosos e crianças também é essencial para garantir a segurança deles durante ondas de calor.

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Cuidados especiais com grupos de risco

Durante períodos de calor extremo, é importante prestar atenção a grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Esses indivíduos são mais suscetíveis aos efeitos do calor, como desidratação e insolação.

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Além disso, pessoas que tomam medicamentos devem ficar atentas, pois alguns remédios podem perder eficácia quando armazenados em temperaturas elevadas. Portanto, é necessário seguir as recomendações de armazenamento indicadas nas bulas.