Pegue o seu CPF: o 9º dígito revela um ‘segredo’ sobre a sua origem

Muito além de números aleatórios, o antepenúltimo dígito do seu CPF segue uma regra da Receita que poucos brasileiros conhecem

Atualmente, o CPF é obrigatório até para dependentes em declarações de Imposto de Renda a partir dos 12 anos

Atualmente, o CPF é obrigatório até para dependentes em declarações de Imposto de Renda a partir dos 12 anos | Divulgação/GovBR

Você já parou para pensar por que o seu CPF tem exatamente esses números? Mais do que uma simples sequência aleatória, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) esconde informações sobre a sua origem geográfica e utiliza cálculos matemáticos precisos para garantir a sua validade.

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Com a sanção da Lei 14.534/23, o CPF tornou-se o número único de identificação nos documentos oficiais em todo o Brasil, substituindo a necessidade de memorizar múltiplos registros.

Abaixo, entenda como o seu número é formado e o que cada parte dele significa.

Estrutura dos 11 dígitos

O documento, gerenciado pela Receita Federal, é composto por três blocos distintos:

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  1. Os oito primeiros dígitos: são números de inscrição individual escolhidos de forma aleatória pelo sistema;
  2. O 9º dígito (antepenúltimo): este é o código que indica a região fiscal onde o documento foi emitido;
  3. Os dois últimos dígitos (10º e 11º): conhecidos como dígitos verificadores, são gerados por um algoritmo para atestar que o número é autêntico.

O 9º dígito revela a sua região

Atualmente, o CPF é obrigatório até para dependentes em declarações de Imposto de Renda a partir dos 12 anosO nono algarismo do seu CPF revela o estado (ou grupo de estados) onde você fez o seu primeiro registro/Divulgação/GovBR

O nono algarismo do seu CPF revela o estado (ou grupo de estados) onde você fez o seu primeiro registro. Confira a lista oficial:

  • 1: Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS), Mato Grosso (MT) e Tocantins (TO);
  • 2: Acre (AC), Amazonas (AM), Amapá (AP), Pará (PA), Rondônia (RO) e Roraima (RR);
  • 3: Ceará (CE), Maranhão (MA) e Piauí (PI);
  • 4: Alagoas (AL), Paraíba (PB), Pernambuco (PE) e Rio Grande do Norte (RN);
  • 5: Bahia (BA) e Sergipe (SE);
  • 6: Minas Gerais (MG);
  • 7: Rio de Janeiro (RJ) e Espírito Santo (ES);
  • 8: São Paulo (SP);
  • 9: Paraná (PR) e Santa Catarina (SC);
  • 0: Rio Grande do Sul (RS).

Além do CPF, o DDD também ajuda a identificar a localização de cada pessoa.

Como funciona a verificação matemática?

Para evitar fraudes e erros de digitação, os dois últimos números não são aleatórios. Eles servem para validar os nove anteriores sem a necessidade imediata de consultar o banco de dados da Receita Federal.

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O décimo dígito é o verificador dos nove primeiros, enquanto o décimo primeiro verifica os dez anteriores a ele. O cálculo envolve uma fórmula complexa, em que cada número é multiplicado por pesos decrescentes, e o resultado final (o resto da divisão por 11) define o dígito.

Importância do registro

Atualmente, o CPF é obrigatório até para dependentes em declarações de Imposto de Renda a partir dos 12 anos. Embora o algoritmo valide se a sequência numérica é “possível”, para confirmar se um CPF realmente existe e está em situação regular, é necessário realizar a consulta diretamente no site oficial da Receita Federal.