O que realmente causou a queda do avião da Voepass? Especialista comenta

Entenda as possíveis causas do acidente com o ATR 42 da Voepass e o que dizem os especialistas em aviação

Somente caixa preta pode revelar o que realmente aconteceu na queda do avião da Voepass, diz especialista

Somente caixa preta pode revelar o que realmente aconteceu na queda do avião da Voepass, diz especialista | Arquivo pessoal

O acidente com o avião da Voepass, um ATR 42, e que ocorreu em agosto de 2024, ainda gera muitas dúvidas. Afinal, o que pode ter causado essa tragédia? Um especialista em aviação trouxe algumas explicações. .

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Joselito Geraldo de Sousa, mais conhecido como Lito Sousa, é especialista em aviação brasileiro. É piloto, mecânico de aviação e especialista em segurança aérea, e já atuou como mecânico e supervisor de voo em grandes empresas como a Varig, Transbrasil e United Airlines.

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O especialista explica o que pode ter levado à queda e destaca a importância da investigação para respostas concretas. 

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O que sabemos sobre o ATR 42?

Em um vídeo para seu canal no Youtube, Lito aborda desde as características do modelo da aeronave até possíveis fatores que podem ter contribuído para a queda.

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De acordo com ele, o ATR 42 é um turboélice amplamente utilizado na aviação regional. Ele é projetado para voos de curta duração, operando em altitudes mais baixas e velocidades menores.

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Essa característica permite pousos em pistas não totalmente preparadas. Além disso, seus custos operacionais são atrativos para as empresas.

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Apesar de ser um modelo popular, acidentes passados envolvendo formação de gelo levantaram preocupações.

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Os sistemas foram modificados e os procedimentos de operação revisados. No entanto, voar em baixas altitudes aumenta o risco de formação de gelo nas asas.

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Gelo na asa: um fator contribuinte?

A formação de gelo pode ser um fator contribuinte em acidentes aéreos. O gelo se acumula na parte frontal da asa e nos controles de voo.  Isso causa turbulência no fluxo de ar, reduzindo a sustentação da aeronave.

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Além disso, o congelamento dos ailerons pode prejudicar o controle, dificultando manobras.

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O especialista ressalta que “o gelo gruda na parte da frente da asa e ele também pode grudar nas partes dos atuadores da dos controles de voo da asa”.

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Contudo, é importante frisar que a presença de gelo não é a única causa de acidentes.

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“Somente um fator não faz um avião se acidentar”, explica. É necessário haver uma combinação de fatores para que a tragédia aconteça.

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O histórico da Voepass e a segurança do modelo

A Voepass, antiga Passaredo, é uma das empresas aéreas mais antigas do Brasil. Sua frota é composta inteiramente por aeronaves ATR.

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A empresa nunca sofreu um acidente, o que demonstra que não se pode generalizar a insegurança do modelo.

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O especialista afirma que “não é possível generalizar que um modelo de avião X ou Y é inseguro”. Ele ainda completa: “o avião é certificado, passa por todos os processos de certificação e é seguro para voar”.

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O que pode ter acontecido? A análise do especialista

Segundo o especialista, o avião caiu em “condição de parafuso chato”. Essa condição ocorre quando a velocidade da aeronave está muito baixa, resultando em perda de sustentação. No entanto, o que levou o avião a essa situação ainda é desconhecido.

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A análise das imagens não é suficiente para determinar se houve falha mecânica ou humana. A investigação da cena do acidente e das caixas pretas é fundamental para entender os fatores que contribuíram para a queda.

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É importante aguardar o relatório preliminar do órgão de investigação antes de divulgar hipóteses.

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Acidentes aéreos são complexos e envolvem uma cadeia de eventos. Divulgar informações precipitadas pode levar a conclusões equivocadas.

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A importância da investigação

O caso do Air France 447 serve de exemplo. Durante dois anos, diversas hipóteses foram levantadas, mas a verdade só veio à tona com a leitura das caixas pretas.

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Portanto, é crucial aguardar os resultados da investigação para entender o que realmente aconteceu com o avião da Voepass.

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O especialista conclui: “só eles é que levam a um entendimento. Se a gente pegar como exemplo o acidente com o Air France 447, durante 2 anos tinham-se vários hipóteses para o acidente ter acontecido. No entanto, só se soube a verdade com a leitura das caixas pretas. Então, não é possível afirmar nada por enquanto”.

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A investigação do acidente da Voepass está em andamento. As autoridades competentes trabalham para identificar os fatores que levaram à queda da aeronave. A expectativa é que, em breve, tenhamos respostas concretas sobre essa tragédia.