Quantos puns por dia são normais? Estudo revela a média ideal, os horários e quem mais solta gases intestinais

Um estudo com mais de 6 mil pessoas descobriu quantos gases soltamos por dia e qual faixa etária lidera o ranking

Estudo analisou mais de 6 mil pessoas para descobrir quantos gases são eliminados diariamente (Foto: Sora Shimazaki/ Pexels)

Estudo analisou mais de 6 mil pessoas para descobrir quantos gases são eliminados diariamente (Foto: Sora Shimazaki/ Pexels)

Fazer piadas sobre pum é comum, mas quando o assunto é saúde intestinal, a ciência leva a flatulência muito a sério. Afinal, eliminar gases faz parte do funcionamento normal do organismo e pode até servir como um importante indicador da saúde do intestino.

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Agora, um dos maiores estudos já realizados sobre o tema finalmente respondeu a uma dúvida curiosa: quantos puns uma pessoa solta por dia? Além disso, os pesquisadores descobriram qual faixa etária costuma liberar mais gases e em quais horários isso acontece com maior frequência.

Afinal, quantos puns são normais por dia?

Segundo uma pesquisa da Jama Network, realizada com 6.416 australianos, a média é de cinco puns por dia.

O levantamento analisou mais de 360 mil episódios de flatulência registrados pelos próprios participantes em um aplicativo desenvolvido especialmente para a pesquisa.

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Embora a média tenha sido de cinco episódios diários, a mediana foi de aproximadamente 3,8 puns por dia, indicando que algumas pessoas liberam muito mais gases do que a maioria e acabam elevando o resultado geral.

Outro dado chamou a atenção dos cientistas: cerca de 79% dos participantes registraram entre dois e sete puns diariamente, faixa considerada bastante comum.

Qual faixa etária solta mais gases?

Os pesquisadores identificaram diferenças interessantes entre as idades. O grupo de 26 a 45 anos foi o que apresentou a maior média de flatulência, com pouco mais de cinco episódios por dia.

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Veja como ficou o ranking:

  • 14 a 25 anos: cerca de 4,4 puns por dia;
  • 26 a 45 anos: pouco mais de 5 por dia (maior média);
  • 46 a 65 anos: aproximadamente 5 por dia;
  • Acima de 65 anos: os pesquisadores afirmam que ainda há poucos dados para conclusões definitivas.

O estudo também observou uma pequena diferença entre homens e mulheres. Em média, os homens relataram 5,2 episódios diários, enquanto as mulheres registraram 4,8.

Existe um horário em que soltamos mais puns?

Os registros mostraram que a produção de gases aumenta ao longo do dia e costuma atingir o pico durante a noite, principalmente após o jantar.

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Também foram observados pequenos aumentos:

  • entre 6h e 8h da manhã;
  • entre 14h e 16h, após o almoço;
  • entre 20h e 22h, depois da refeição noturna.

Segundo os pesquisadores, esse comportamento está diretamente relacionado ao processo de digestão. Depois das refeições, especialmente quando há alimentos ricos em fibras, as bactérias intestinais fermentam parte do conteúdo alimentar, produzindo gases.

Por que fazemos pum?

A maior parte dos gases intestinais é produzida naturalmente durante a digestão.

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Enquanto uma pequena quantidade vem do ar engolido ao comer, beber ou falar, boa parte é resultado da ação das bactérias que vivem no intestino e ajudam a quebrar os alimentos.

Alguns alimentos tendem a aumentar essa produção de gases, como:

  • feijão;
  • lentilha;
  • brócolis;
  • couve-de-bruxelas;
  • cebola;
  • bebidas gaseificadas.

Além disso, hábitos como mascar chiclete, fumar ou comer muito rápido fazem com que mais ar seja ingerido, favorecendo a flatulência.

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Quando o excesso de gases merece atenção?

Na maioria das vezes, soltar pum é perfeitamente normal. No entanto, especialistas alertam que um aumento importante na frequência, principalmente quando acompanhado de outros sintomas, pode indicar algum problema digestivo.

Fique atento caso os gases venham acompanhados de:

  • dores intensas na barriga;
  • diarreia persistente;
  • perda de peso sem explicação;
  • sangue nas fezes;
  • distensão abdominal frequente.

Em alguns casos, o excesso de gases pode estar relacionado à intolerância à lactose, sensibilidade ao glúten, síndrome do intestino irritável, crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado (SIBO) ou outras condições que merecem avaliação médica.