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Óleo de CBD é extraído da Cannabis | Imagem gerada por inteligência artificial
A Prefeitura de São Paulo deu um passo importante para a legalização do canabidiol, substância derivada da maconha, para fins medicinais. Pacientes acometidos por mais 30 doenças poderão solicitar o medicamento, que traz diversos benefícios para a saúde, no SUS.
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A medida, segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, busca diminuir a judicialização do uso medicinal. Anteriormente os pacientes precisavam entrar com medida judicial para conseguir acesso à substância.
Os médicos da rede pública já estão sendo capacitados para prescrever o canabidiol, e ter acesso aos medicamentos pelo Sistema Único de Saúde só será possível com receita. Entenda agora os usos clínicos da substância derivada da maconha.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) recomenda o canabidiol especialmente para o tratamento de epilepsia para crianças e adolescentes que não apresentam melhoras com outros tratamentos. O distúrbio afeta cerca de 1% da população mundial, segundo o CFM.
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O medicamento também se demonstrou eficaz no tratamento de doenças crônicas, como artrite e artrose, fibromialgia, e dores neuropáticas em pacientes com esclerose múltipla e diabetes, segundo o portal Clínica Dr Paulo Casali.
O canabidiol será distribuído em óleos para uso oral, em soluções com 0,2% de Tetrahidrocanabinol (psicoativo mais presente Cannabis sativa) ou isentas de THC.
O canabidiol pode trazer alívio para pacientes com Parkinson, relaxando os músculos e diminuindo a tremedeira característica dessa doença neurodegenerativa que ainda não tem cura.
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Em caso de câncer o derivado da maconha também pode ser muito útil. Ele diminui sintomas de náusea causados pelo tratamento, e estudos preliminares mostram que ele possui potencial para evitar metástase em certos tipos de câncer, como o de mama.
O medicamento pode ser de interesse inclusive para diminuir a inflamação cerebral causada pelo mal de Alzheimer. Uma resolução do CFM aponta a substância como forma de desacelerar o esquecimento da doença.
O canabidiol também é recomendado para atenuar crises em pessoas autistas. Chamadas de “meltdown”, essas crises são momentos de perda de controle emocional causados por uma sobrecarga de estímulos físicos ou emocionais.
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Para pessoas neurotípicas, que não possuem autismo, o medicamento ainda pode ser de ajuda para alívio de sintomas depressivos, crises de ansiedade e distúrbios do sono.
O interessante é que o canabidiol não apresenta os mesmos efeitos colaterais que os remédios para depressão e ansiedade, como disfunção sexual, perda de libido, alterações no apetite e no padrão de sono.
É importante lembrar que o canabidiol oferecido pelo SUS em São Paulo não possui níveis significativos do composto ativo THC, responsável pela “brisa” da maconha usada para fins recreativos.
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O CFM informa que os testes realizados em laboratório mostraram que o uso repetido do canabidiol não gera dependência e nem tolerância dos efeitos. O uso medicinal da substância deve ser feito com receita médica e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
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