No fim do ano, milhares de pessoas colocam o pé na estrada em direção ao litoral. O recesso, as altas temperaturas e a busca por mudança de ambiente fazem do mar um dos destinos mais disputados do período.
Prova disso foram as longas filas registradas nas rodovias que levam ao litoral de São Paulo após o feriado. Ainda assim, a conversa costuma ficar restrita ao trânsito e à lotação.
Pouco se discute o impacto positivo que alguns momentos à beira-mar podem ter sobre a saúde física e mental.
Efeito direto no bem-estar
A simples presença da água salgada, o horizonte aberto e o ritmo constante das ondas criam um ambiente que favorece o desligamento das pressões diárias. Mas essa resposta não é casual.
Pesquisas já indicaram que entrar no mar ou apenas observá-lo pode reduzir o sofrimento psicológico. Mesmo sem mergulho, o contato visual com o oceano produz um efeito calmante perceptível.
A ciência comprova
Segundo Arthur Guerra, professor da Faculdade de Medicina da USP, o impacto positivo de ambientes aquáticos sobre a saúde física e mental é conhecido como saúde azul.
Em publicação na Forbes, Guerra explica que observar o movimento das ondas provoca a chamada restauração da atenção. O foco acontece de forma espontânea, sem esforço consciente.
Esse processo é diferente do que ocorre nas cidades, onde as pessoas costumam estar sempre em alerta.
Corpo em movimento
Estar no litoral também estimula a atividade física. Um estudo de 2020 mostrou que as pessoas costumam se exercitar por mais tempo em ambientes costeiros.
Esse aumento no movimento contribui para melhorar o sono e reduzir o estresse, além de trazer ganhos conhecidos para a saúde física.


