Você já pensou como os egípcios moveram os imensos blocos de pedra das Grandes Pirâmides de um lado para o outro? Uma descoberta feita por arqueólogos espaciais pode ser a resposta para o mistério.
A descoberta foi divulgada na revista Nature: usando tecnologia de radar por satélite, cientistas descobriram um braço do rio Nilo, chamado Rama Ahramat, que conecta as pirâmides com o resto do Egito e o Mar Mediterrâneo.
Segundo os pesquisadores da Universidade de Cambridge, o Rama Ahramat possuía cerca de 100 quilômetros, ficava a apenas algumas centenas de metros das pirâmides e passava perto do Templo do Vale.
Templo do Vale
Esse é o nome dado à pequenos templos localizados a 500 metros das Pirâmides de Quéops, Quéfren e Micerino, e que fica localizado exatamente onde seria o porto de Rama Ahramat.
Antes da descoberta do braço, os arqueólogos imaginavam que se tratava apenas do local em que os faraós eram embalsamados e mumificados para serem então sepultados nas Pirâmides.
Mas pela localização, os cientistas agora supõem que os locais deveriam ser utilizados como porto de onde chegavam as grandes pedras. Só nos últimos metros até as pirâmides é que as pedras voltavam se deslocar por solo.
Próximos passos
Segundo Eman Ghoneim, líder da pesquisa, a descoberta abre portas para investigar outros sítios arqueológicos perto de onde passava o antigo Rama Ahramat.
Esse é o papel da arqueologia espacial: investigar o que não é possível ser visto acima do solo.
Outro mistério investigado por arqueólogos, desta vez brasileiros, é o “Stonehenge da Amazônia”.



