A Noruega enfrenta a Seleção Brasileira neste domingo (5/7), às 17h, no horário de Brasília, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026.
Enquanto os torcedores acompanham o duelo entre as equipes, as atenções também se voltam para os costumes do país escandinavo e os pratos típicos da Noruega.
Para além dos famosos fiordes e das paisagens geladas, a nação possui uma tradição culinária moldada pelo clima rigoroso. A necessidade de conservar alimentos para enfrentar invernos severos criou pratos que podem parecer estranhos para os brasileiros.
O curioso peixe com soda cáustica como um dos pratos típicos da Noruega
Um dos pratos mais emblemáticos da região é o lutefisk. Para prepará-lo, os cozinheiros utilizam peixe seco, geralmente o bacalhau, e o submetem a um processo de hidratação em água e soda cáustica.
Essa técnica confere ao alimento uma textura gelatinosa única. Tradicionalmente, as famílias norueguesas consomem esta iguaria na ceia de Natal, acompanhada de batata e ervilha.
Fermentação extrema e sabores intensos
Outra opção que gera debates é o rakfisk. Neste caso, a receita utiliza a truta, que passa por um longo período de fermentação durante meses antes do consumo.
Os noruegueses servem o peixe cru em ocasiões especiais e festividades de fim de ano como outra opção de pratos típicos da Noruega. Devido ao cheiro forte e ao sabor marcante, muitos o consideram uma verdadeira iguaria nacional.
Polêmica e tradição: a carne de baleia
A culinária local também inclui a carne de baleia, um hábito que ainda gera controvérsia e críticas ao redor do mundo. A Noruega permite a caça comercial da baleia-anã, espécie que os cozinheiros preparam como bife, ensopados ou em formato defumado. Apesar das discussões sobre a preservação da espécie, o consumo permanece como uma tradição em diversas regiões do país.
Iguarias de inverno: cabeça de carneiro
Durante os meses mais frios, o smalahove ganha destaque nas mesas. Este prato consiste na cabeça de carneiro, aproveitando inclusive partes como a língua e as bochechas. Antes de cozinhar a peça, os preparadores realizam um processo de salga e defumação para garantir o sabor característico da tradição de inverno.
A doçura do queijo marrom
Por outro lado, a Noruega oferece surpresas que podem agradar facilmente o paladar brasileiro, como o brunost.
Conhecido como queijo marrom, este produto nasce do soro de leite caramelizado, o que resulta em um sabor adocicado. No cotidiano, os habitantes locais consomem o Brunost principalmente no café da manhã, servido com pães e torradas.






