Carne de baleia, cabeça de carneiro e mais: 5 pratos da culinária da Noruega que surpreendem o Brasil

Com a seleção norueguesa de adversária do Brasil na Copa do Mundo, confira as receitas peculiares consumidas no país que vão desde peixe com soda cáustica até queijo de soro caramelizado

lutefisk

Enquanto os torcedores acompanham o duelo entre as equipes, as atenções também se voltam para os costumes do país escandinavo/Ennorehling/Wikimedia Commons

A Noruega enfrenta a Seleção Brasileira neste domingo (5/7), às 17h, no horário de Brasília, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026.

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Enquanto os torcedores acompanham o duelo entre as equipes, as atenções também se voltam para os costumes do país escandinavo e os pratos típicos da Noruega.

Para além dos famosos fiordes e das paisagens geladas, a nação possui uma tradição culinária moldada pelo clima rigoroso. A necessidade de conservar alimentos para enfrentar invernos severos criou pratos que podem parecer estranhos para os brasileiros.

O curioso peixe com soda cáustica como um dos pratos típicos da Noruega

Um dos pratos mais emblemáticos da região é o lutefisk. Para prepará-lo, os cozinheiros utilizam peixe seco, geralmente o bacalhau, e o submetem a um processo de hidratação em água e soda cáustica.

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Essa técnica confere ao alimento uma textura gelatinosa única. Tradicionalmente, as famílias norueguesas consomem esta iguaria na ceia de Natal, acompanhada de batata e ervilha.

Fermentação extrema e sabores intensos

Outra opção que gera debates é o rakfisk. Neste caso, a receita utiliza a truta, que passa por um longo período de fermentação durante meses antes do consumo.

Os noruegueses servem o peixe cru em ocasiões especiais e festividades de fim de ano como outra opção de pratos típicos da Noruega. Devido ao cheiro forte e ao sabor marcante, muitos o consideram uma verdadeira iguaria nacional.

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Polêmica e tradição: a carne de baleia

A culinária local também inclui a carne de baleia, um hábito que ainda gera controvérsia e críticas ao redor do mundo. A Noruega permite a caça comercial da baleia-anã, espécie que os cozinheiros preparam como bife, ensopados ou em formato defumado. Apesar das discussões sobre a preservação da espécie, o consumo permanece como uma tradição em diversas regiões do país.

Iguarias de inverno: cabeça de carneiro

Durante os meses mais frios, o smalahove ganha destaque nas mesas. Este prato consiste na cabeça de carneiro, aproveitando inclusive partes como a língua e as bochechas. Antes de cozinhar a peça, os preparadores realizam um processo de salga e defumação para garantir o sabor característico da tradição de inverno.

A doçura do queijo marrom

Por outro lado, a Noruega oferece surpresas que podem agradar facilmente o paladar brasileiro, como o brunost.

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Conhecido como queijo marrom, este produto nasce do soro de leite caramelizado, o que resulta em um sabor adocicado. No cotidiano, os habitantes locais consomem o Brunost principalmente no café da manhã, servido com pães e torradas.