O cientista que comprovou a importância das vitaminas e salvou vidas

Entenda como o bioquímico Frederick Hopkins provou que uma dieta não se resume a proteínas, carboidratos e gorduras

Uma pesquisa com ratos e leite fresco mudou para sempre o que sabemos sobre nutrição e rendeu um Prêmio Nobel de Medicina

Uma pesquisa com ratos e leite fresco mudou para sempre o que sabemos sobre nutrição e rendeu um Prêmio Nobel de Medicina | Freepik

Não é nenhuma novidade que os alimentos são fundamentais para que a vida prossiga. É por meio deles que nutrientes essenciais para uma saúde plena são adquiridos. 

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Porém, até o século 20, a comunidade científica desconhecia um tipo de substância que é vital para a sobrevivência de qualquer animal e acreditava que uma dieta rica apenas em proteínas, açúcares e gorduras era suficiente para manter a vida.

Esse pensamento foi contrariado pelas pesquisas e experimentos de Frederick Hopkins, bioquímico responsável pela descoberta e compreensão do funcionamento das vitaminas nos organismos vivos. Seu trabalho foi tão significativo que lhe rendeu um Prêmio Nobel.

Só os macronutrientes não são suficientes

Suas pesquisas se iniciaram no começo do século 20. Nesta época, era consenso entre pesquisadores que apenas os macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) eram necessários para uma vida saudável. Os micronutrientes e sua contribuição para o organismo eram desprezados.

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Acompanhando estudos nesta área, Hopkins estava determinado a contrariar o entendimento geral e expor a importância das vitaminas, substâncias pertencentes ao grupo dos micronutrientes, para o bem-estar.

Para isso, ele declarou para a Society of Public Analysts em 1906: “Nenhum animal consegue sobreviver apenas com uma mistura de proteínas, gorduras e carboidratos puros, e mesmo quando o material inorgânico necessário é cuidadosamente fornecido, o animal ainda assim não prospera”.

O valor das vitaminas

Hopkins comprovou sua hipótese por meio de um experimento com ratos. O cientista separou os roedores em dois grupos diferentes. Em um deles, foi fornecida uma alimentação com macronutrientes puros, no outro, apenas leite fresco.

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Após duas semanas, os resultados do experimento eram nítidos. O grupo alimentado apenas com leite, bebida rica em macronutrientes e vitaminas, prosperou normalmente.

O grupo alimentado com proteínas, gorduras e carboidratos isolados, por sua vez, começou a perder peso gradativamente e alguns até morreram. Para salvá-los, o cientista adicionou leite à sua dieta. Com isso, os animais se recuperaram com o passar do tempo.

Desta forma, Hopkins comprovou o perigo que a deficiência de vitaminas causa em organismos vivos e teve o estudo reconhecido com o Prêmio Nobel de Medicina em 1929.

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Neste trabalho, o cientista também observou o impacto que os micronutrientes na prevenção de doenças como escorbuto, beribéri e raquitismo, patologias comuns na época de sua pesquisa.