O dinheiro digital se tornou cada vez mais integrado ao cotidiano. Pagamentos por aproximação, compras online e o Pix reduziram o uso do dinheiro em espécie. Ainda assim, países europeus começam a incentivar o caminho inverso.
Em meio ao aumento das tensões geopolíticas, bancos centrais da Europa passaram a recomendar que a população mantenha reservas de emergência em espécie. A orientação não indica uma fuga dos bancos, mas uma medida de precaução para possíveis crises futuras.
Precaução de emergência
O site Forsal.pl esclarece que essa é uma “fuga dos bancos”, mas que é preciso tomar cuidado. Ataques bélicos ou cibernéticos são capazes de inutilizar a infraestrutura digital dos bancos.

A Ucrânia, por exemplo, teve prejuízos bilionários em sua infraestrutura decorrentes da guerra com a Rússia (Foto: Міністерство оборони України / Wikimedia Commons)
Portanto, especialistas recomendam a reserva de valores pequenos, suficientes para conseguir manter a subsistência por alguns dias em caso de instabilidade grave nos serviços bancários.
Qual a recomendação dos bancos?
O banco central da Holanda sugere entre 200 e 500 euros por família, enquanto o Riksbank, da Suécia, indica cerca de 170 euros por pessoa.
Na Polônia, economistas aconselham manter aproximadamente 1.000 zlotys em dinheiro vivo, valor considerado suficiente para cobrir despesas básicas durante uma semana em caso de indisponibilidade do sistema bancário.
Precisamos nos preocupar no Brasil?
No Brasil, embora esse tipo de risco seja considerado menos provável, especialistas defendem a importância de reservas de emergência.
Manter parte dos recursos em dinheiro físico, aliado a reservas digitais, pode aumentar a segurança financeira diante de imprevistos como falhas tecnológicas ou crises prolongadas.


