Trocar a roupa de cama na frequência correta faz parte dos cuidados básicos com a higiene da casa. Embora muitas pessoas esperem 15 dias ou até um mês para fazer a troca, especialistas alertam que esse intervalo pode favorecer o acúmulo de microrganismos e aumentar os riscos de alergias e problemas respiratórios.
Tempo ideal para trocar roupa de cama é uma vez por semana
Especialistas recomendam trocar lençóis e fronhas pelo menos uma vez a cada sete dias. Esse intervalo evita que resíduos naturais do corpo, como suor, oleosidade e células mortas da pele, favoreçam a proliferação de microrganismos.
Segundo a alergologista Rosaly Vieira dos Santos, da Otorrinos Curitiba, essa frequência deve ser ainda maior durante o verão. O aumento do suor deixa os tecidos mais úmidos, criando condições favoráveis para fungos e bactérias. A orientação completa está disponível no site da clínica.
“A roupa de cama deve ser trocada pelo menos 1x por semana. As toalhas de banho, mão e rosto devem ficar o menor tempo possível molhadas para evitar a proliferação de fungos e bactérias. As toalhas de mão e de rosto devem ser trocadas a cada dois dias e as de banho no mínimo semanalmente, deixando-as bem esticadas após o uso”, orientou ela.
Quem dorme com animais de estimação ou vive em regiões de clima quente também pode precisar trocar a roupa de cama duas vezes por semana. “O suor causa mais umidade na cama, aumentando a quantidade de fungos e bactérias”, acrescentou.
Por que os lençóis acumulam ácaros e bactérias?
Durante a noite, o corpo libera suor, gordura e pequenas partículas de pele. Esses resíduos ficam presos nos tecidos e servem de alimento para os ácaros.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os ácaros são uma das principais causas de alergias respiratórias dentro das residências e podem desencadear crises de rinite e asma em pessoas sensíveis.
Além dos ácaros, fungos e bactérias também encontram nos tecidos um ambiente adequado para se desenvolver quando a troca da roupa de cama demora mais do que o recomendado.
Quem deve trocar a roupa de cama com mais frequência?
Verão e dias muito quentes
Em períodos de calor intenso, o suor aumenta a umidade dos tecidos. Nesses casos, especialistas recomendam reduzir o intervalo entre as trocas.
Pessoas alérgicas
Quem tem rinite, asma ou outras doenças respiratórias costuma sentir mais os efeitos da poeira e dos ácaros. Por isso, manter a roupa de cama limpa faz parte do controle desses problemas.
Casas com crianças, idosos ou pets
Ambientes com crianças pequenas, idosos ou animais exigem maior atenção à higiene. Nessas situações, a troca frequente ajuda a reduzir o contato com microrganismos.
Como manter a roupa de cama limpa por mais tempo?
Alguns hábitos ajudam a conservar os lençóis entre uma troca e outra.
Abra as janelas diariamente para renovar o ar e reduzir a umidade do quarto.
Evite deitar na cama com roupas usadas na rua, pois elas carregam poeira e sujeira acumuladas ao longo do dia.
Também vale utilizar capas protetoras para colchão e travesseiros. Segundo a especialista Rosaly Vieira dos Santos, essas capas funcionam como uma barreira contra os ácaros e devem ser lavadas regularmente.
Na hora da lavagem, sempre que possível, utilize água em torno de 55°C, temperatura que auxilia na eliminação de fungos e bactérias, conforme orientação da Otorrinos Curitiba.
Trocar a roupa de cama regularmente faz diferença
Seguir o tempo ideal para trocar roupa de cama ajuda a manter o quarto mais limpo e reduz a exposição a agentes que podem causar alergias e infecções. Na maioria das situações, a troca semanal é suficiente, mas calor, suor excessivo, presença de animais e doenças respiratórias podem exigir uma frequência maior.






