Viajando com cães e gatos: 7 dicas para deslocamento seguro com pets

Veterinário ressaltou a importância do planejamento prévio e da avaliação da saúde dos animais

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Os pets devem ser sempre parte importante do planejamento sobre uma viagem | Freepik

Muitos tutores de cães e gatos se preocupam sobre o que fazer com seus animais durante o período de férias. Independentemente se o pet vá ou não viajar com a família, é fundamental fazer um planejamento para garantir o seu bem-estar e evitar surpresas desagradáveis que possam prejudicar a viagem.

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Bruno Alvarenga, professor de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), destacou questões para preservar a saúde dos bichos e descreve o passo a passo para viagens de carro e de avião, incluindo as normas para viagens internacionais.

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1 – Traçar um planejamento caso os pets fiquem enquanto a família estiver fora viajando

Gato fofoGundula Vogel/Pixabay

A primeira recomendação é definir se os animais viajarão junto ou ficarão em casa. Para aqueles que ficam, existem opções como hospedagem em hotéis especializados em pets ou estabelecimentos veterinários, que geralmente exigem vacinas, vermifugação e controle de ectoparasitas atualizados.

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Outra possibilidade é deixá-los na casa de conhecidos ou sob cuidado de parentes, amigos ou pet sitters. “Caso os pets permaneçam na cidade, o mais adequado é ficar em casa, especialmente os animais que não requerem cuidados especiais e podem ficar sem supervisão contínua. O ambiente familiar, com o cheiro dos donos e suas marcações, oferece maior conforto”, indicou Bruno.
 
O especialista ressaltou que todos os animais exigem cuidados diários e monitoramento, mesmo quando estão em casa.

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“Não é suficiente disponibilizar água e comida com quantidades suficientes para os dias em que estarão ausentes. Além do acúmulo de excretas, não há como garantir que os itens permanecerão viáveis durante todo o período”, alertou.

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2 – Considere o temperamento do seu pet ao fazer o planejamento

Outro aspecto a se considerar é o temperamento do pet. Bruno recomendou que animais agitados sejam acomodados em hotéis com atividades, brincadeiras e exercícios diários. Já aqueles com doenças crônicas ou que demandam cuidados especiais podem se beneficiar ao ficar em clínicas ou hospitais veterinários.

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3 – Se o pet for viajar, pesquise sobre quais são as normas da companhia aérea para as viagens deste tipo

Muito apegados com seus pets, muitas vezes os tutores desejam levar seus animais de estimação junto com eles para viajarFreepik

Quem opta pelo transporte aéreo deve pesquisar as normas de transporte de animais de cada companhia antes de adquirir as passagens.

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“Todas as empresas exigem a carteira de vacinação com a vacina antirrábica válida, uma caixa de transporte que permita que o animal gire 360º e atestado de saúde emitido por médico veterinário até 10 dias antes da viagem”, destacou.

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Para famílias que viajam de carro, além da documentação sanitária, é necessário utilizar cinto de segurança adequado ou caixas de transporte, a fim de prevenir acidentes. “Também é recomendado fazer paradas periódicas para oferecer água e permitir que os animais façam necessidades fisiológicas.”

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4- Em caso de viagem internacional, pesquise sobre as normas do país de destino

No caso de viagens internacionais, o médico veterinário aconselhou buscar informações sobre as normas sanitárias de entrada de animais no país de destino, que geralmente estão disponíveis nos sites das entidades responsáveis.

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“Como destinos mais comuns entre os brasileiros, temos países da União Europeia e os Estados Unidos, que possuem normas diferentes, resumidas no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no portal GOV”, destacou Bruno.

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5 – Saúde do pet deve estar em dia

É necessário, primeiramente, inserir um microchip de identificação nos cães e gatos, vaciná-los contra a raiva e aguardar 30 dias para realizar um exame que permita obter o Certificado de Sorologia de Raiva – que pode levar até um mês para ser emitido.
 
Posteriormente, os tutores devem levar seus animais ao veterinário, no máximo, cinco dias antes da data do embarque para obter atestado de saúde veterinária nacional e acessar o portal GOV para emitir o Certificado Veterinário Internacional, válido por 3 dias.

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6 – Atenção especial para viagens aos Estados Unidos ou países da União Europeia

Viagem com petFreepik

Aos animais que serão levados para países da União Europeia, é exigido vermífugo e medicação para controle de pulgas e carrapatos.

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Já aqueles com destino aos EUA, deve ser feita reserva prévia em um Centro de Cuidados Animais aprovado pelo CDC, onde será realizada a quarentena, exames e aplicação de nova vacina antirrábica.

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7 – Confirme se o local de hospedagem aceita animais e se a identificação do seu pet está segura

Além das exigências de saúde e burocráticas, independentemente do destino, deve-se consultar previamente se o local de hospedagem aceita animais, manter placa de identificação com telefone na coleira do animal, para facilitar sua localização em caso de fuga, e pesquisar unidades veterinárias próximas à hospedagem, se necessário.