São Paulo tem feira de rua centenária; conheça desde o surgimento até os dias atuais

Veja o que a Gazeta preparou para entender um pouco mais sobre a história da cidade de São Paulo

O clima mais ameno, sem grandes oscilações nas temperaturas nem tempestades, facilitou os trabalhos no campo

Como surgiu as primeiras feiras em SP? | agencia brasil

As feiras livres são parte integrante da vida em muitas sociedades ao redor do mundo, oferecendo uma variedade de produtos frescos e produtos locais diretamente aos consumidores.

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Mas, como esses mercados populares surgiram e como evoluíram ao longo dos séculos? É exatamente que a Gazeta vai explorar nesta matéria;

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Origem das feiras na Capital

As feiras livres começaram a funcionar desde meados do século XVII de forma ilegalizada. Assim, precisava de uma certa oficialização para venda.

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No início do século XVIII, nota-se a distinção entre alguns ramos do comércio: surgiram lojas onde se compravam tecidos e alimetos não perecíveis, e as quitandas, que ofereciam verduras e legumes.

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No fim do século XVIII e começo do século XIX, estruturam-se as feiras fora da cidade, nos locais de pouso de tropas, se iniciou uma nova forma de mercado caipira, no Campo da Luz, estabelecida pelo então Governador Melo Castro de Mendonça.

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As primeiras feiras

Em 1914, foi criada a Feira Livre por meio do ato do Prefeito Washington Luiz P. de Souza, como um reconhecimento oficial de algo que já existia, tradicionalmente, na cidade de São Paulo.

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A primeira Feira Livre oficial contou com a presença de 26 feirantes e teve lugar no Largo General Osório. A segunda realizou-se no Largo do Arouche, com 116 feirantes, e a terceira foi no Largo Morais de Barros.

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Em 1915, elas somavam um total de 7 feiras, sendo duas no Arouche, duas no Largo General Osório e as demais no Largo Morais de Barros, Largo São Paulo e na Rua São Domingos.

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A expansão das feiras na cidade

Em 1948, há uma expansão das Feiras Livres, quando o prefeito Paulo Lauro, por meio de Lei, determina a instalação de, pelo menos, uma feira semanal em cada subdistrito ou bairro da cidade. As Feiras Livres se tornaram grandes fontes de empregos e escoamento da produção de hortifruti e do tradicional comércio de pescados.

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As feiras nos dias de hoje

Atualmente a cidade conta com 880 feiras, distribuídas pelas 32 subprefeituras de terça a domingo. São 12.073 feirantes cadastrados na cidade, donos de 16.300 barracas. Dificilmente eles se limitam a comercializar em um só ponto. Trabalham em diferentes feiras, três, quatro, cinco e até seis vezes por semana.

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Dos 12.073 feirantes cadastrados na cidade, 7.211 (60%) são homens e 4.862 (40%) são mulheres. No que diz respeito à idade dos feirantes, 7.865 (66%) deles têm de 36 a 65 anos. 

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E, se de um lado tem poucos jovens, até 25 anos trabalhando nas feiras (319, ou 3% do total), há ainda uma grande incidência de idosos feirantes: 1.678 (13%) deles têm entre 66 e 95 anos.

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*Texto sob supervisão de Suzana Rodrigues