Como proteger as crianças de criminosos na internet?

Psicóloga dá dicas para orientar os pequenos quanto aos perigos da navegação online

Aprenda a orientar crianças quanto ao uso saudável da internet

Aprenda a orientar crianças quanto ao uso saudável da internet | Freepik

Os smartphones hoje servem como um aparelho que serve para praticamente tudo. Se conectam à internet, às redes sociais, têm jogos, aplicativos que facilitam nosso trabalho, e veja só, até realizam ligações telefônicas.

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Mas o aparelho, que não é idealmente projetado para crianças, está cada vez mais presentes nas mãos dos pequenos. Assim, apender a proteger as crianças de criminosos na internet é fundamental.

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Os celulares são verdadeiras maravilhas da tecnologia moderna. De certo modo, até ajudam as crianças a passar um bom tempo, tanto informando, quanto divertindo.

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Inclusive, não somente o celular entra nessa conta. Os tablets e computadores fazem papéis parecidos, quando se conectam à internet e possibilitam a comunicação com o resto do mundo. Entenda quais os limites da segurança para a vida online das crianças.

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A boa conversa

Como os pais podem saber se os sites acessados pelos filhos não têm conteúdo inadequado? As soluções são menos mirabolantes do que se imagina, dizem estudos.

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Diferentemente do que muitos pais já devem ter pensado, pegar o celular dos filhos e ver o que eles acessam, ou instalar aplicativos para bloquear determinados conteúdos não é a melhor solução, segundo a psicóloga Carolina Saraiva de Macedo Lisboa, da Sociedade Brasileira de Psicologia.

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“O melhor é sempre conversar com os filhos. Não é dizer ‘eu vi seu celular e achei isso’, mas se os pais encontrarem algum conteúdo inadequado, eles devem falar sobre o assunto e trazer para uma discussão”, disse Lisboa.

O bloqueio de acesso no celular ou computador não funcionam porque os adolescentes encontrarão formas de burlá-lo.

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“Eles ficam obstinados em achar formas de acessar esses conteúdos sem a presença dos pais, ou sem os pais saberem”, explica. A decisão pode, inclusive, afetar a saúde mental dos menores.

Segundo a psicóloga, a conversa é mais eficaz porque ela abre um canal de comunicação com os filhos. Mas para que eles se abram de verdade, os pais não podem puni-los se eles tiverem acessado algo que não seja adequado à idade. 

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“Os filhos vão sentir mais liberdade para falar, vão conversar com os pais em caso de dúvida, vão trazer essas questões para eles”.

Os cuidados

A orientação sobre como acessar a internet beneficia tanto os adolescentes quanto as crianças. 

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Ainda mais as crianças de hoje, que sabem lidar com sites e aplicativos de conversa. É fundamental que elas saibam como lidar se um desconhecido vier puxar assunto. 

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“A regra ‘não fale com estranhos’ vale bastante. É dizer para a criança ‘se falarem com você pela internet, existem pessoas que são do bem, e são do mal”, orienta a profissional.

“Existem pessoas que querem fazer coisas ruins, que vão te dizer que o nome delas é Maria, mas é João’”, adverte Lisboa.

No caso dos pequenos, além do cuidado com o que eles acessam e com quem conversam, outra preocupação é com o tempo que eles passam com os aparelhos. 

“Nessa idade, é melhor para a criança ter mais atividades esportivas ao ar livre, ou indoor, de aprendizagem, de socialização, leitura, e brincadeiras, do que mexer no celular”, finalizou.