Você pode ter e não saber: os sinais da dermatilomania que vão além de “mania”

Transtorno de escoriação é reconhecido pela psiquiatria e pode causar feridas físicas e sofrimento emocional

Impulso de cutucar a pele vai além de hábito e está ligado à ansiedade e ao TOC

Impulso de cutucar a pele vai além de hábito e está ligado à ansiedade e ao TOC | (Foto: Freepik)

A atriz e cineasta Giulia Costa usou as redes sociais para falar abertamente sobre sua convivência com a dermatilomania, e trouxe luz a um transtorno ainda pouco conhecido.

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O relato chamou atenção para um problema de saúde mental que muitas vezes é confundido com “mania” ou “falta de controle”, mas que tem diagnóstico clínico e tratamento.

Muito além de um hábito

A dermatilomania, também chamada de transtorno de escoriação, é reconhecida pelo DSM-5 como um transtorno relacionado ao espectro do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Não se trata apenas de cutucar a pele ocasionalmente, mas de um impulso recorrente e difícil de controlar.

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Psiquiatras explicam que o comportamento costuma surgir como resposta à ansiedade, ao estresse ou até ao tédio.

A pessoa sente uma tensão crescente e acredita que só conseguirá alívio após mexer na pele, seja espremendo, arranhando ou removendo pequenas imperfeições.

Os sinais mais comuns

Entre os principais sintomas estão:

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  • Impulso frequente e incontrolável de cutucar a pele

  • Longos períodos diante do espelho tentando “corrigir” detalhes mínimos

  • Feridas que não cicatrizam completamente

  • Sensação temporária de alívio após o ato

  • Culpa, vergonha e isolamento social

As lesões podem causar infecções e cicatrizes permanentes, além de impacto direto na autoestima.

Tratamento e acompanhamento

Segundo especialistas em saúde mental, o tratamento costuma envolver terapia cognitivo-comportamental (TCC), que ajuda o paciente a identificar gatilhos emocionais e desenvolver estratégias para interromper o ciclo compulsivo.

Em alguns casos, psiquiatras podem indicar medicação, especialmente quando há ansiedade ou depressão associadas.

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A abordagem é multidisciplinar e pode incluir também acompanhamento dermatológico, para tratar lesões físicas.

Além disso, profissionais como psicólogos, psiquiatras e dermatologistas podem ajudar identificando gatilhos, com intervenção medicamentosa e até tratando para minimizar as cicatrizes físicas.