Japão quer transmitir energia solar do espaço para a Terra; entenda

Japão que revolucionar o setor energético com projeto histórico

O Japão pretende revolucionar o setor energético com um projeto que promete captar energia solar diretamente do espaço e transmiti-la para a Terra de forma contínua, durante 24 horas por dia.

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A iniciativa faz parte do ambicioso programa OHISAMA, liderado pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), e já coloca o Brasil entre os primeiros Países cotados para receber a nova tecnologia de energia solar espacial.

A proposta é considerada uma das mais ousadas da corrida global por fontes limpas de eletricidade.

A expectativa do governo japonês é transformar o sistema em uma solução comercial até a década de 2040, ampliando a produção de energia renovável sem depender de clima, nuvens ou do ciclo entre dia e noite.

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Os complexos receptores instalados no solo poderão ocupar áreas de até 40 mil quilômetros quadrados para captar os sinais enviados pelos satélites.

Como funciona a tecnologia de energia solar espacial

A chamada Space-Based Solar Power (SBSP), ou energia solar espacial, utiliza satélites equipados com enormes painéis solares posicionados fora da atmosfera terrestre.

No espaço, a captação da luz do Sol ocorre sem interferências climáticas, permitindo uma geração constante de eletricidade.

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Depois da captação, a energia é convertida em micro-ondas e transmitida sem fio até grandes antenas receptoras instaladas na Terra.

Essas estruturas recebem o sinal e o transformam novamente em eletricidade utilizável para abastecer cidades e redes elétricas.

Segundo o projeto japonês, as áreas receptoras podem atingir cerca de 40 quilômetros de comprimento por 5 quilômetros de largura. O objetivo é garantir precisão no recebimento do feixe energético enviado pelos satélites em órbita.

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Satélite OHISAMA será pioneiro no envio de energia do espaço

O principal experimento da iniciativa japonesa envolve o satélite OHISAMA, cujo nome significa “sol” em japonês. O lançamento está previsto para o ano fiscal de 2026, em órbita baixa da Terra, a aproximadamente 400 quilômetros de altitude.

O satélite será o primeiro do mundo projetado para tentar transmitir energia solar utilizável do espaço diretamente para o planeta.

A missão consiste em captar luz solar em órbita, converter essa energia em eletricidade e enviá-la sem fio para estações terrestres utilizando micro-ondas.

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Nos testes iniciais, pesquisadores japoneses conseguiram transmitir aproximadamente 1 quilowatt de energia do espaço para a Terra.

Embora ainda seja uma quantidade pequena, ela foi suficiente para alimentar um eletrodoméstico de pequeno porte durante cerca de uma hora, demonstrando a viabilidade do sistema.

Painéis solares espaciais poderão gerar até 1 gigawatt

Os planos futuros do Japão incluem satélites com painéis solares de cerca de 2,5 quilômetros quadrados posicionados na órbita geoestacionária, a aproximadamente 36 mil quilômetros da Terra.

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A energia coletada seria enviada para antenas receptoras com aproximadamente 4 quilômetros de diâmetro.

De acordo com estimativas do projeto, uma única unidade espacial poderia produzir até 1 gigawatt de eletricidade, volume capaz de suprir mais de 10% do consumo anual de energia da cidade de Tóquio, no Japão.

Especialistas acreditam que a tecnologia poderá complementar outras fontes renováveis já consolidadas, aumentando a estabilidade do sistema elétrico global e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

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Energia limpa sem depender de clima ou horário

Na prática, isso permitiria produzir energia limpa 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para especialistas do setor energético, esse modelo pode representar um avanço importante para garantir fornecimento constante de eletricidade renovável em larga escala.

Um dos principais diferenciais da energia solar espacial é a possibilidade de geração contínua. Diferentemente dos parques solares tradicionais instalados na Terra, os satélites não sofrem influência de chuvas, nuvens ou da alternância entre dia e noite.

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Além do abastecimento urbano, o Japão também avalia aplicações futuras da tecnologia em missões espaciais e projetos de exploração lunar.

Brasil aparece entre os primeiros Países interessados

O Brasil está entre os primeiros Países mencionados nas estratégias de expansão da tecnologia japonesa de energia solar espacial. O interesse acontece em um momento de forte crescimento do setor solar brasileiro.

Atualmente, o País já figura entre os líderes mundiais em capacidade instalada de energia solar, tendo ultrapassado a marca de 50 gigawatts operacionais.

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O desempenho colocou o Brasil ao lado de Estados Unidos, China, Alemanha, Índia e Japão entre os principais mercados solares do planeta.

A empresa japonesa Shizen Energy já iniciou investimentos no território brasileiro e inaugurou sua primeira usina solar no Distrito Federal, com capacidade instalada de aproximadamente 1,1 MWp.