Estão na carteira de quase todos os brasileiros: os cartões bancários foram responsáveis por 24,9 bilhões de transações no primeiro semestre de 2025, segundo o Banco Central. Contudo, os cartõezinhos do jeito que conhecemos estão com os dias contados.
As mudanças estão começando na Europa, especialmente na França, mas logo devem chegar também no Brasil e no resto do mundo. Veja o que muda e o que fica nos cartões bancários, tanto de débito quanto de crédito. No Brasil, eles só perdem para as transações em Pix.
Números mais fáceis de ler
Alguns clientes já perceberam: os números e as letras dos cartões não estão mais impressos em relevo. Contudo, outra mudança veio para tornar os algarismos de ler: eles não estarão mais dispostos em uma linha única, mas divididos de quatro em quatro.
O espaço reservado para o número do cartão, o nome do proprietário e até a data de vencimento foram todos redesenhados para garantir ao usuário uma experiência de leitura mais fácil, além de ser mais moderno.
Disputa pela tarja
Outro detalhe que passa despercebido para muitas pessoas, mas que na verdade possui um motivo prático para existir, é o retângulo preto ou de cor escura no verso, que vai de uma ponta a outra do cartão.
Essa faixa na verdade é uma tarja magnética, que pode ser utilizada para passar o cartão na máquina no lugar de inserir ou aproximar o chip. Essa função não é tão popular pois possui diversas desvantagens frente às outras.
Contudo, a tarja magnética ainda é muito utilizada nos Estados Unidos por empresas que não possuem acesso a uma tecnologia chip, bem mais cara, mas que também está em substitução.
É aí que surge a disputa: enquanto a Mastercard já anunciou o fim das tarjas em seus cartões já em 2021, a Visa anunciou que “não planeja remover as tarjas magnéticas dos cartões de pagamento em um futuro próximo”.
As mudanças não devem acontecer da noite para o dia, mas conforme os cartões vencem ou são perdidos, e clientes pedem novos, a maneira como fazemos pagamentos de débito e crédito muda aos poucos.





