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Inicialmente, Anaflávia (dir.) e Carina negaram qualquer envolvimento no caso, mas depois confessaram
Inicialmente, Anaflávia (dir.) e Carina negaram qualquer envolvimento no caso, mas depois confessaram
Foto: reprodução redes sociais

Reconstituição deve concluir caso de família morta no ABC

Além disso, polícia indiciou os cinco suspeitos, por homicídio doloso; entre os indiciados, está a filha do casal

A Polícia Civil de São Bernardo do Campo pretende fazer uma reconstituição do caso da família executada no final de janeiro. Ainda não há uma data para isso ocorrer. Na última terça-feira (11) a polícia indiciou por homicídio doloso os cinco suspeitos de assassinar as vítimas. O casal de empresários Romuyuki e Flaviana Gonçalves e o filho adolescente deles Juan Victor foram mortos e os corpos carbonizados dentro de um carro na zona rural do município.

Os investigadores chegaram a cogitar que fosse um latrocínio (roubo seguido de morte), mas depois de ouvir todos os envolvidos, decidiram que houve um homicídio. Para a Polícia Civil, o grupo planejou um roubo e, ao perceber que não havia nada de valor dentro do cofre, resolveu matar.

Apesar do formal indiciamento, o inquérito ainda não foi concluído. A polícia aguarda a chegada de laudos e quer fazer a chamada reconstituição, ou seja, uma reprodução simulada dos fatos, para definir se as versões apresentadas são compatíveis com a cena do crime.

A família assassinada morava em um condomínio fechado em Santo André, também no ABC. Os três foram torturados e mortos, segundo a investigação.

Além da filha e namorada, estão preso Juliano de Oliveira Ramos Júnior, de 22 anos que é primo de Carina e em depoimento confessou os homicídios, Jonathan Fagundes Ramos que é irmão de Juliano e Guilherme Ramos da Silva.

INVESTIGAÇÃO

A polícia disse não ter mais dúvidas de que o grupo está envolvido nos assassinatos e de que Anaflávia, filha do casal e, Carina planejaram o crime. Falta esclarecer, contudo, a motivação.

Inicialmente, Anaflávia e Carina negaram qualquer envolvimento no caso. No entanto, depois que Juliano as acusou de participação no roubo e nos assassinatos, elas confessaram o assalto, mas negaram os homicídios.

Como as confissões dos presos à polícia são desencontradas e cheias de divergências, ainda não é possível saber com exatidão onde a família foi morta, quem morreu primeiro e como foram os assassinatos.

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