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Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de covid-19 do Complexo Esportivo do Ibirapuera.
Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de covid-19 do Complexo Esportivo do Ibirapuera.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Saúde à beira do colapso

Mesmo sendo a maior região metropolitana do País, com cerca de 21,5 milhões de habitantes, a Grande São Paulo tem somente 548 leitos de UTI; ocupação chegou a 89%

O novo coronavírus é um desafio mundial. A batalha é ainda maior e mais dolorosa àqueles que precisam lutar pela vida em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Mesmo sendo a maior região metropolitana do País, de 39 cidades da Grande São Paulo, somente 28 municípios possuem leito de UTI adulta. Ao todo são cerca de 548 leitos para cerca de 21,5 milhões de habitantes e a ocupação chegou a 89% nesta semana. Os dados foram divulgados pelas prefeituras à Gazeta (veja gráfico ao lado).

Para dar conta do aumento do número de internações, as prefeituras montaram hospitais de campanha, mas o drama se agrava quando o paciente precisa ser transferido de um município sem UTI para algum hospital de referência estadual. O tempo médio entre conseguir uma vaga e transferir o paciente é de até 24h, tempo crucial para quem está entre a vida e a morte.

"Não temos estrutura de UTI. Quando percebemos que os sintomas estão se agravando já iniciamos o processo de solicitação para uma vaga de UTI através do sistema Cross. É preciso termos um tempo de resposta mais rápido", disse a secretária de Embu-Guaçu, Dra. Maria Dalva Amim.

O município de

Embu-Guaçu se junta a outras cidades como Biritiba-Mirim, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Pirapora do Bom Jesus, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santana de Parnaíba, São Lourenço da Serra e Vargem Grande Paulista que não possuem condições para manter um leito de terapia intensiva. De acordo com dados do Ministério da Saúde, um leito de UTI custa em média

R$ 90 mil, sem contar o salário de pessoal e prestadores de serviço.

CONTRATAÇÃO IMEDIATA.

Prevendo um colapso nos atendimentos, na última terça-feira o governo do Estado de São Paulo abriu um chamamento para a contratação de 4.500 leitos da rede privada. De acordo com o governador João Doria (PSDB), 1.500 desses leitos serão de UTI e o investimento é de R$ 594 milhões.

OUTRO LADO.

À reportagem a Secretaria estadual de Saúde disse que "o Estado dobrou o número de leitos de UTI adulto no SUS. Neste ano o número chegou a 3.441 novos leitos de UTI adulto e 118 de UTI pediátrica no SUS de SP".

Já em relação a transferência dos pacientes, a Pasta respondeu que ela é feita pela "Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross), sistema online que funciona 24 horas e que verifica vagas disponíveis em hospitais".

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