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De acordo com o Gaeco, a prefeitura gastou R$ 1,2 milhão para a construção de 600 jazigos
De acordo com o Gaeco, a prefeitura gastou R$ 1,2 milhão para a construção de 600 jazigos
Foto: Reprodução/TV Globo

Operação investiga sobrepreço na construção de jazigos e compra de álcool em gel

Gaeco cumpriu, ao todo, 16 mandados de busca e apreensão nas sedes da Prefeitura e da Secretaria de Saúde

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na tarde de quarta-feira uma operação que investiga investiga irregularidades relacionadas a contratações e compras públicas emergenciais realizadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A operação foi batizada como ‘Mercador da Morte.

Foram cumpridos 16 mandados de busca com apoio do Ministério Público do Tribunal de Contas e da Polícia Militar. Entre os locais visitados estão a sede da administração municipal e o prédio da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o Ministério Público, a análise dos contratos indica que as dispensas de licitação para a contratação de empresa para a construção de jazigos e para o fornecimento de álcool em gel apresentam indícios de irregularidade, direcionamento e sobrepreço.

Ainda de acordo com o Gaeco, a prefeitura gastou R$ 1,2 milhão para a construção de 600 jazigos. O “Diário TV” teve acesso ao contrato para a construção dos jazigos no cemitério da Saudade, no distrito de Brás Cubas. O valor unitário saiu a R$ 2 mil cada.

Além disso, também foram gastos R$ 97 mil para a compra de quinhentas e quarenta unidades de álcool em gel de cinco litros, saindo a R$ 35 o litro.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes disse em coletiva de imprensa na noite de quarta-feira que ainda não teve acesso ao processo.

 

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