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Em Taboão da Serra, até a última semana a prefeitura havia aplicado apenas 737 doses em bebês de seis meses até moradores de 29 anos
Em Taboão da Serra, até a última semana a prefeitura havia aplicado apenas 737 doses em bebês de seis meses até moradores de 29 anos
Foto: RICARDO VAZ/PMTS

Vacinação contra o sarampo tem queda em Taboão e região durante pandemia

Com a baixa procura, as administrações prorrogaram até o dia 31 deste mês a campanha de vacinação; todas as unidade de saúde estão com as imunizações disponíveis

Preocupados com o novo coronavírus, os moradores de Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica não estão se protegendo de doenças cujas vacinas já existem e estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), como a do sarampo. Com a baixa procura, as administrações prorrogaram até o dia 31 deste mês a campanha de vacinação. O objetivo da medida é intensificar a imunização de crianças e jovens de 1 a 29 anos que estão com as carteiras de vacinação desatualizadas.

A prorrogação da campanha tem como foco as pessoas que ainda não tomaram as duas doses prevista no calendário nacional de imunização. Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, as autoridades sanitárias afirmam que as pessoas devem comparecer aos postos de saúde para se vacinar, respeitando as recomendações de distanciamento social.

Em Taboão da Serra, até a última semana a prefeitura havia aplicado apenas 737 doses em bebês de seis meses até moradores de 29 anos. Já entre os moradores de 30 anos a 49 anos foram aplicadas 1.897 imunizações.

Na cidade vizinha, em Embu das Artes, os números são ainda menores. A Administração informou à Gazeta que foram aplicadas até a última quinta-feira 746 doses em pessoas de seis meses a 29 anos e 1.477 doses em moradores de 30 anos a 49 anos.

A Prefeitura de Itapecerica da Serra divulgou que foram aplicadas 1.157 imunizações e que no próximo dia 22 deste mês será realizado o dia “D” da vacinação contra o sarampo.

Todas as unidades de saúde dos três municípios estão aplicando as imunizações.

QUEM DEVE TOMAR.

O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses de idade. Aos 15 meses deve haver o reforço com a tetraviral, que protege também contra varicela.

Além disso, os bebês com seis meses ou mais também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário, mas é recomendada devido à circulação do vírus no território.

Pessoas de outras faixas etárias que não possuem as duas doses na carteira de vacinação ou não se lembram se já receberam a imunização também podem receber a vacina nos postos, após a avaliação da carteira de vacinação pelos profissionais de saúde. Não há indicação para pessoas com mais de 61 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus no passado, possuindo imunidade por toda a vida.

A vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses e para pessoas imunodeprimidas e gestantes.

SURTO.

Neste ano, já foram confirmados 4.958 casos de sarampo no Brasil, número 34 vezes maior que o mesmo período do ano passado, quando foram registradas 142 pessoas com a doença. Trata-se de um aumento de 3.491%.

Até o final do mês passado, a cobertura vacinal de crianças de 1 ano, idade da primeira dose da tríplice viral, é de 57,66%, de acordo com dados preliminares do Ministério da Saúde. No ano passado, foi de 91,12%, ainda abaixo da meta de 95%.

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