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Em meio à queda de quase 50% na produção de veículos em 2020, montadoras enfrentam elevada ociosidade em suas fábricas
Em meio à queda de quase 50% na produção de veículos em 2020, montadoras enfrentam elevada ociosidade em suas fábricas
Foto: DIVULGAÇÃO

ABC fecha vagas pelo quinto mês seguido, mas diminui ritmo de demissões

Em julho, os sete municípios fecharam 902 vagas formais, revelam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia

O ABC Paulista registrou em julho o quinto mês consecutivo de perda de empregos com carteira assinada, mas o mercado de trabalho da região parece ter deixado para trás o pior momento da crise provocada pela pandemia de covid-19.

Em julho, os sete municípios fecharam 902 vagas formais, revelam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na última sexta-feira (21) pelo Ministério da Economia. A região do ABC é formada pelos municípios de Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

Apesar de ser negativo, o saldo sinaliza desaceleração no ritmo de demissões. Basta lembrar que, em abril, pior mês desde o início da pandemia, foram extintos 18.210 empregos celetistas.

Os dados dos meses anteriores foram atualizados pelo Ministério da Economia. Com o saldo negativo de julho, a perda líquida de empregos para a pandemia no ABC cresceu e agora soma 37.042 vagas desde que o novo coronavírus começou a se espalhar pelo Brasil, em meados de março.

Com isso, sobe para 5,2% a perda de vagas em relação ao estoque existente na região em 1º de março (713.014).

No acumulado do ano até julho, o saldo é negativo em 33,6 mil postos de trabalho celetistas fechados, pior desempenho para o período da série histórica do Caged.

Outra sinalização de que o ABC estancou ao menos parcialmente a perda de vagas reside no fato de que alguns municípios, como Diadema e São Caetano, voltaram a registrar saldo positivo em julho (19 e 323, respectivamente), o que não ocorria desde fevereiro.

O mesmo ocorre no corte por atividades econômicas. Se, por um lado, indústria e serviços – setores mais atingidos pela crise no ABC – continuam a demitir (355 e 808 empregos extintos em julho, respectivamente), por outro construção civil e comércio voltaram a contratar (233 e 29).

Na indústria, fortemente dependente do setor automotivo, a situação ainda é crítica e novas demissões devem ocorrer. Em meio à queda de quase 50% na produção de veículos em 2020, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), montadoras enfrentam elevada ociosidade em suas fábricas. A Volkswagen, por exemplo, alega ter excedente de 35% de mão de obra e negocia com os sindicatos demissões em suas quatro plantas no Brasil.

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