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Desabamento da caixa d'água ocorreu no dia 23 de agosto
Desabamento da caixa d'água ocorreu no dia 23 de agosto
Foto: Danilo M Yoshioka/Futura Press/Folhapress

Moradores de Diadema seguem sem água após o desabamento de caixa d’água

Local foi interditado pela Defesa Civil; documento mostra que empresa contratada pela CDHU retomou serviço sem autorização

Dois dias após o desabamento de uma caixa d’água de um condomínio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDH) em Diadema, na região do ABC Paulista, alguns moradores continuavam sem o abastecimento de água nesta terça-feira (24).

O acidente aconteceu na avenida Afonso Monteiro da Cruz e a Defesa Civil interditou o local. A caixa d’água abastecia o conjunto habitacional junto com outra caixa - que já tinha sido demolida.

Um documento obtido pela "TV Globo" mostra que a Prefeitura de Diadema já tinha determinado a paralisação da obra, mas o consórcio contratado pela CDHU retomou o serviço sem autorização.

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A empresa contratada GG Demolidora não é registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e, teoricamente, não poderia realizar aquela obra. A CDHU informou que contratou o consórcio NOR Brasil para fazer a demolição de duas caixas d'água desativadas, que antigamente abasteciam os três prédios do conjunto habitacional e a que caiu estava em processo de demolição.

O documento obtido pela "TV Globo", do dia 4 de maio, mostra que a prefeitura determinava que o responsável pela obra deveria comparecer no serviço de fiscalização de obras para mostrar o alvará de aprovação e execução da demolição. A obra deveria ser paralisada até que o processo fosse aprovado.

"A empresa em nenhum momento nem notificou a prefeitura do início da obra e nem tinha nenhum alvará. Ela teria que entrar com os protocolos para fazer a demolição. O que ela iria fazer, qual o maquinário ela iria fazer e de que maneira ela ia fazer", disse a secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Diadema, Márcia Carvalho.

De acordo com o diretor técnico da CDHU, a construtora não tinha conhecimento do embargo da obra e reconhece que houve falhas na execução. "Nós não fomos notificados desse ofício da prefeitura. Esse ofício está no nome de um operador de máquinas da empresa lá e nós não fomos notificados desse ofício, senão não teria deixado continuar. Essa caixa d'água devia ter pelo menos uns 10 metros acima de onde aparece essa parte que demoliu, já tinha demolido a primeira parte. Essa perfuração que foi feita no meio está errada. Inclusive foi feita num fim de semana sem o nosso consentimento, conhecimento nem nada", afirmou o diretor técnico da CDHU, Agnaldo Quintela.

Apuração

Alguns peritos do Instituto de Criminalística visitaram o local nesta segunda-feira (24). O laudo vai auxiliar na apuração do acidente. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano disse que acionou o seguro para indenizar os donos dos 11 carros danificados, e informou que a demolição será retomada após o laudo da perícia e da emissão do alvará pela prefeitura de Diadema.

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