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O acidente aconteceu na avenida Afonso Monteiro da Cruz, no ABC
O acidente aconteceu na avenida Afonso Monteiro da Cruz, no ABC
Foto: Danilo M Yoshioka/Futura Press/Folhapress

CDHU retoma obra para demolir caixa d’água que desabou em Diadema

Obra teve início na última quinta-feira (9), mas foi interrompida após o Crea-SP suspender os engenheiros e técnicos por 60 dias

Nesta segunda-feira (14), a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) retomou a obra para demolir a caixa d’água que desabou no mês passado em Diadema, no ABC Paulista.

A obra teve início na última quinta-feira (9), mas foi interrompida após o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) suspender os engenheiros e técnicos por 60 dias.

Em nota, a CDHU informou que o consórcio responsável pela obra, Nor Brasil - TPD, recebeu autorização para voltar a operar no local após substituir a equipe.

"O consórcio providenciou a imediata substituição do funcionário e assim obteve a liberação dos serviços de demolição. O consórcio Nor Brasil – TPD retomou nesta segunda-feira (14) os trabalhos de demolição da estrutura remanescente da caixa d‘agua após receber alvará concedido pela prefeitura de Diadema no final da tarde de sexta-feira (11)", diz a nota.

Desabamento

A caixa d’água desabou no dia 23 de agosto, na avenida Afonso Monteiro da Cruz, no bairro da Serraria. Ela ficava em frente a um condomínio e servia para abastecer um conjunto da CDHU antigamente. Em maio, a empresa foi notificada pela cidade e deveria ter parado o trabalho.

Investigação

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Semanas atrás, a “TV Globo” teve acesso a um documento mostrando que a prefeitura tinha determinado a paralisação da obra e a empresa contratada pela CDHU seguiu o serviço sem autorização. 

A empresa GG Demolidora não tem registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e não poderia fazer aquele tipo de obra.

A CDHU disse que contratou o consórcio NOR Brasil para fazer a demolição de duas caixas d'água desativadas e a que caiu estava em processo de demolição.

"Nós não fomos notificados desse ofício da prefeitura. Esse ofício está no nome de um operador de máquinas da empresa lá e nós não fomos notificados desse ofício, senão não teria deixado continuar. Essa caixa d'água devia ter pelo menos uns 10 metros acima de onde aparece essa parte que demoliu, já tinha demolido a primeira parte. Essa perfuração que foi feita no meio está errada. Inclusive foi feita num fim de semana sem o nosso consentimento, conhecimento nem nada", afirmou o diretor técnico da CDHU, Agnaldo Quintela.

 

 

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