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Quatro vereadores eleitos em Mauá, no ABC Paulista, tiveram suas diplomações suspensas pela Justiça Eleitoral
Quatro vereadores eleitos em Mauá, no ABC Paulista, tiveram suas diplomações suspensas pela Justiça Eleitoral
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Com expectativa de abstenção recorde, 2,1 milhões devem ir às urnas no ABC

Em 2016, ano da última disputa municipal, 412,8 mil dos 2,068 milhões de eleitores aptos a votar na região não compareceram às urnas no 1º turno, o que corresponde a uma taxa de abstenção de quase 20%

Em meio à pandemia de Covid-19, quase 2,1 milhões de eleitores vão às urnas neste domingo (15) no ABC com o objetivo de escolher prefeitos e vereadores dos sete municípios para o período 2021-2025. Apesar das medidas anunciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar o contágio pelo novo coronavírus, a expectativa é de que o pleito deste ano tenha o maior índice de abstenção da história.

Em 2016, ano da última disputa municipal, 412,8 mil dos 2,068 milhões de eleitores aptos a votar na região não compareceram às urnas no 1º turno, o que corresponde a uma taxa de abstenção de quase 20%.

Para este ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – que adiou as eleições em mais de um mês devido à crise sanitária – projeta índice de abstenção médio de 30% no país. Além do medo de contrair a covid-19, a descrença de boa parte da população na classe política também deve contribuir para afugentar o eleitorado das urnas.

Em três dos sete municípios (São Caetano, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), com menos de 200 mil eleitores, a disputa majoritária terminará, obrigatoriamente, no 1º turno. Nos demais (Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá) haverá 2º turno caso o desempenho do primeiro colocado seja igual ou inferior a 50% dos votos válidos.

O TSE contabilizou 59 pedidos de registro de candidatura para prefeito neste ano no ABC. O número é 25,5% superior ao total de 47 candidatos deferidos na região em 2016.

Candidaturas

Dos sete prefeitos do ABC, cinco são candidatos à reeleição: os tucanos Paulo Serra (Santo André), Orlando Morando (São Bernardo), José Auricchio (São Caetano) e Kiko Teixeira (Ribeirão Pires), além do pessebista Atila Jacomussi (Mauá).

Lauro Michels (PV) e Gabriel Maranhão (PSDB), que comandam os Paços de Diadema e Rio Grande da Serra, respectivamente, não serão candidatos, uma vez que já cumpriram dois mandatos consecutivos.

Dos cinco postulantes à reeleição, dois enfrentam problemas na Justiça Eleitoral para viabilizar sua candidatura.

Em São Caetano, Auricchio teve o registro indeferido e recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). O tucano foi condenado por ter recebido doação eleitoral de pessoas físicas que não teriam condições financeiras para fazê-la.

Em Ribeirão Pires, Kiko Teixeira teve a candidatura impugnada devido à condenação por improbidade administrava na época em que era o chefe do Executivo de Rio Grande da Serra.

Assim como Auricchio e Kiko, outros três candidatos a prefeito tiveram seus registros indeferidos e aguardam julgamento de recurso. Todos, porém, terão sua imagem nas urnas. Além disso, o TSE informou que vai divulgar a votação de candidatos sub judice, mas a validação desses votos será condicionada ao eventual deferimento do registro em instâncias superiores.

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