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Quatro vereadores eleitos em Mauá, no ABC Paulista, tiveram suas diplomações suspensas pela Justiça Eleitoral
Quatro vereadores eleitos em Mauá, no ABC Paulista, tiveram suas diplomações suspensas pela Justiça Eleitoral
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Abstenção nos sete municípios do ABC Paulista foi de 26,4% no 1º turno

O 1º turno das eleições municipais deste ano confirmou as expectativas e registrou no ABC a maior taxa de abstenção da história

No último domingo (15), 552,1 mil dos 2,093 milhões de eleitores aptos a votar na região não compareceram às urnas, o que corresponde a uma taxa de abstenção de 26,4%.

Em 2016, a taxa ficou na casa de 20%, como resultado da ausência de 412,8 mil dos 2,068 milhões de eleitores.

Especialistas apontam que, além do medo de contrair a covid-19, a descrença de boa parte da população na classe política do país e o baixo valor de multa cobrado de quem não comparece também contribuem para afugentar o eleitorado das urnas.

O índice de abstenção do ABC ficou acima da média nacional – que, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, registrou 23,1%.

 

No último domingo, ao fazer um balanço sobre o 1º turno, Barroso comemorou o índice, já que anteriormente havia previsto abstenção na casa dos 30%. O nível histórico no país é de 20%.

“(É um índice) Extraordinário, porque nas últimas eleições foi mais de 20% e, nesta eleição, 23% em meio a uma pandemia. Mais um dado que precisamos comemorar”, disse o ministro.

Nos sete municípios, a taxa de abstenção variou entre 22,3%, em Rio Grande da Serra, e 28,9%, em Santo André.

 

Em Mauá, o número de ausências (72.020) foi maior do que a votação recebida pelo prefeito e candidato à reeleição, Atila Jacomussi (PSB), que liderou o 1º turno com 70.490 votos e vai enfrentar Marcelo Oliveira (PT) na segunda etapa.

No corte estadual, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram os maiores índices de abstenção no 1º turno das eleições municipais. O número de eleitores faltosos alcançou 27,3% e 28%, respectivamente.

No sentido contrário, os Estados que registraram os menores índices foram Piauí (15,4%), Paraíba (15,7%), Ceará (16,9%) e Amazonas (19%).

 

NÃO VOTO

Ainda segundo o TSE, a região registrou 233.423 votos nulos ou em branco para prefeito, o que representa 15,1% do total.

Assim, o “não voto” – como é chamado o contingente que não votou ou não escolheu candidato – somou 785.524 eleitores, ou 37,5% do eleitorado regional.

 

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