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Alagamento na rodovia Régis Bittencourt, em Taboão da Serra ; problema se repete há anos
Alagamento na rodovia Régis Bittencourt, em Taboão da Serra ; problema se repete há anos
Foto: Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

'Choveu, alagou', reclamam motoristas sobre a rodovia Régis Bittencourt

Principalmente após os temporais de final de tarde típicos do verão, pontos já conhecidos registram acúmulo de água na pista e impedem a passagem dos veículos na rodovia que liga a Capital ao sul do País

Não é de hoje que os motoristas que trafegam pela rodovia Régis Bittencourt (BR-116), na região entre Taboão da Serra e Embu das Artes, na Grande São Paulo, sofrem com os constantes alagamentos na via. Principalmente após os temporais de final de tarde típicos do verão, pontos já conhecidos registram acúmulo de água na pista e impedem a passagem dos veículos na rodovia que liga a Capital ao sul do País.

"Três vezes por semana tenho que ir para Embu e tento ir pela manhã. O dia que vou à tarde e chove, sei que é enchente na certa! E isso não é de hoje, quando morava na região, há 10 anos, já tinha alagamento nos mesmos pontos da rodovia", conta indignado o autônomo Neidson Costa, que mora na zona leste da Capital.

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O problema é conhecido dos motoristas e das autoridades. Entre os principais pontos de alagamento, estão o da altura do mercado Assaí, e o da antiga Seccional, ambos em Taboão da Serra. Os trechos ficam obstruídos entre os quilômetros 271 e 281, em ambos os sentidos da via.

A rodovia Régis Bittencourt é administrada pela concessionária Autopista, que reconhece a falta de drenagem nas pistas. “A região entre Taboão e Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, necessita de obras de macro drenagem no trecho sob concessão, entretanto essas obras não estão previstas no contrato, e para sua execução é necessário reequilíbrio tarifário, mediante aprovação da Agência Reguladora”, disse em nota oficial enviada à Gazeta.

Ainda de acordo com a concessionária, “para minimizar os alagamentos, é imprescindível a realização de obras de drenagem também dentro do município, neste caso fora da faixa de domínio da concessionária”, finalizou.

Já as prefeituras de Embu das Artes e Taboão da Serra dizem que as obras são de responsabilidade da concessionária. “Toda e qualquer obra na Régis Bittencourt é de responsabilidade da Concessionária Arteris, porque é uma área federal e só poderia receber investimentos da Prefeitura Municipal de Taboão da Serra se ocorrer a municipalização da rodovia”, disse.

A Prefeitura de Embu das Artes, também por nota, reforçou a fala da Administração taboanense. “Ações na rodovia Régis Bittencourt é de atribuição da Arteris”.

No jogo de empurra-empurra, quem perde é o motorista que gasta horas no trânsito e corre perigo de até perder o carro nos alagamentos. “Há anos enfrentamos essas enchentes em pontos conhecidos. Quando chove pela manhã, já sabemos que vamos nos atrasar para chegar no serviço, e quanto a tempestade é no fim da tarde, vamos demorar para chegar em casa. E às vezes não é preciso chover muito para já alagar. O perigo é até perder o veículo nesses alagamentos”, disse a professora de educação infantil Luzimeri Pereira de Lima.

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