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. A medida, que já foi adotada no ano passado, visa alavancar a atividade econômica, que dá sinais de perda de fôlego após o fim do pagamento do auxílio emergencial
. A medida, que já foi adotada no ano passado, visa alavancar a atividade econômica, que dá sinais de perda de fôlego após o fim do pagamento do auxílio emergencial
Foto: Marcello Casall Jr/Agência Brasil

Antecipação de 13º pode injetar R$ 1 bilhão na economia do ABC

No ano passado, o 13º foi pago nos meses de março e maio a quase 500 mil aposentados e pensionistas do INSS nos sete municípios

A antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em estudo pelo governo, pode injetar quase R$ 1 bilhão na economia do ABC. A medida, que já foi adotada no ano passado, visa alavancar a atividade econômica, que dá sinais de perda de fôlego após o fim do pagamento do auxílio emergencial.

No ano passado, o 13º foi pago nos meses de março e maio a quase 500 mil aposentados e pensionistas do INSS nos sete municípios. No total, os beneficiários da Previdência receberam R$ 932 milhões naquela oportunidade.

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Neste ano, as aposentadorias até um salário mínimo foram reajustadas em 5,26% e os benefícios acima desse valor tiveram aumento de 5,45% – daí que o impacto total da medida no ABC deve beirar R$ 1 bilhão mesmo sem considerar eventual aumento no número de aposentados e pensionistas.

O governo também antecipou o pagamento do abono salarial, espécie de 14º salário pago a trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. A antecipação vale para os nascidos em maio e junho.

As duas medidas não têm impacto nas contas, uma vez que só alteram a data de um pagamento já previsto para o ano. Porém, enquanto a antecipação do abono salarial já saiu do papel, o pagamento adiantado do 13º dos beneficiários da Previdência ainda depende de definição do calendário e da disponibilidade de caixa do Tesouro Nacional.

Com as duas medidas, o governo espera segurar os efeitos negativos do recrudescimento da pandemia de covid-19 sobre a atividade econômica, enquanto governo e Congresso se acertam em torno do tamanho da nova rodada do auxílio emergencial a ser concedido a vulneráveis.

Em meio ao aumento do número de casos do novo coronavírus, a economia brasileira começou 2021 dando sinais de perda de fôlego, minando a expectativa do governo de continuidade da trajetória de recuperação do Produto Interno Bruto (PIB).

ENDIVIDAMENTO.

O auxílio é um ponto delicado das negociações porque depende de dinheiro novo, a ser obtido pelo governo por meio de endividamento, já bastante elevado por causa das medidas de socorro adotadas em 2020. Nos últimos dias, as negociações caminharam rumo a um arranjo de quatro parcelas de R$ 250, mas parlamentares da base aliada do governo ainda tentam emplacar valores maiores, de R$ 280 a R$ 320.

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, tem cobrado medidas de ajuste para compensar o novo esforço de ajuda à população, ainda que venham em um segundo
momento.

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