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Vice-prefeito de Embu das Artes, Hugo Prado (esq.), ao lado de Renato Oliveira (dir.), na usina
Vice-prefeito de Embu das Artes, Hugo Prado (esq.), ao lado de Renato Oliveira (dir.), na usina
Foto: DIVULGAÇÃO

Pioneira na Grande SP, Embu constrói própria usina de oxigênio

Equipamento na UPA Zilda Arns tem capacidade para produção de 24 cilindros por dia; projeto do vereador Renato Oliveira foi pioneiro na Grande SP

A Prefeitura de Embu das Artes adotou uma medida pioneira na região metropolitana de São Paulo que tem salvado vidas durante a pandemia do novo coronavírus. Enquanto os municípios pedem ao governo estadual cilindros de oxigênio para atender os pacientes em estado grave, a Administração de Embu implantou a própria usina. O projeto elaborado pelo atual vereador e presidente da Câmara Municipal, Renato Oliveira (MDB), também gerou uma economia de cerca de 50% aos cofres públicos.

A usina para produção de oxigênio foi montada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zilda Arns, referência para moradores com Covid-19, e começou a operar no último dia 15 de março. “Desde que assumimos a gestão da Câmara Municipal o nosso principal papel foi criar mecanismos para sempre estarmos mais próximos da população. A usina de oxigênio garante o fornecimento continuo e isso salva vidas. Além disso também conseguimos gerar uma economia. Gastávamos cerca de R$ 100 mil para prestarmos esse atendimento apenas na UPA, e agora o valor reduziu para cerca de R$ 40 mil”, disse em entrevista à Gazeta, Renato Oliveira. O vereador foi eleito com 1.958 votos na última eleição.

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De acordo com a Prefeitura de Embu das Artes, a usina produz 12 mt³ de oxigênio por hora, o equivalente a um cilindro grande. O dobro necessário da demanda atual da UPA localizada no bairro do Jardim Santo Eduardo. Na época da inauguração, o prefeito da cidade, Ney Santos (Republicanos), disse que “a medida é necessária para que não haja desabastecimento de oxigênio neste momento tão difícil, como aconteceu em Manaus”.

Ainda de acordo com a Administração, a cidade consome, apenas na UPA, cerca de 12 cilindros por dia. A usina produzirá uma média de 24 cilindros diariamente.

Após colher bons resultados com a implantação da primeira usina de oxigênio na cidade, Renato Oliveira adiantou a reportagem que o município já iniciou as instalações de mais duas. “Também teremos uma usina de oxigênio no Hospital Leito do Jardim Vazame, que atende como um centro de combate ao Covid, e no Pronto Socorro Central. Com isso, todas as nossas unidades de urgência e emergência estarão com usina de oxigênio para garantir esse atendimento”, finalizou.

Presidente da Câmara

No dia 1º de janeiro, quando completou 28 anos, Renato Oliveira recebeu de presente 16 votos, e tornou-se presidente da Casa para o biênio 2021/2022. Na época, o parlamentar disse que o foco da sua gestão seria a área social. “Eu vou manter o meu foco na área social. Se antes de eu ser vereador nós conseguimos estar em mais de 11 comunidades, sendo vereador, com a influência nós queremos ampliar as ações sociais para que mais pessoas sejam ajudadas”, disse em entrevista ao “Portal O Taboanense”.

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Projeto elaborado pelo presidente da Câmara Municipal de Embu das Artes, Renato Oliveira (MDB), também gerou uma economia de cerca de 50% aos cofres públicos

Vacinação em Embu

Quem tem 68 anos ou mais já pode agendar a vacina contra a Covid-19 em Embu das Artes. Há datas disponíveis no portal do cadastro. O agendamento deve ser realizado no sistema Embudasartesportal.sissonline.com.br. O cadastro prévio no site vacinaja.sp.gov.br também é obrigatório.

Para se vacinar, é necessário apresentar RG/CPF, cartão do SUS, carteira de vacinação e comprovante de residência em Embu das Artes.

Cidades em colapso

No fim do mês passado, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo enviou um ofício ao governo do Estado alertando para situação crítica no abastecimento de oxigênio em ao menos 120 municípios. De acordo com o documento, essas cidades podem não ser capazes de atender a demanda crescente pelo insumo dos pacientes com covid-19.

“Conforme levantamento realizado entre os dias 22 e 24 de março por este Conselho, ao menos 120 Municípios do Estado de São Paulo estão em situação considerada crítica no que concerne ao abastecimento de oxigênio gasoso para atendimento emergencial de usuários com suspeita, ou confirmados, de covid-19, enfatiza o ofício.

O levantamento do conselho aponta para a falta de cilindros de oxigênio e concentradores usados para aumentar a quantidade de oxigênio oferecida aos pacientes.

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