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O prefeito estava preso desde dezembro por suspeita de desvio em licitações de merenda em Mauá
O prefeito estava preso desde dezembro por suspeita de desvio em licitações de merenda em Mauá
Foto: Newton Menezes/Futura Press/Folhapress)

Após prisão, prefeito afastado de Mauá reassume o cargo

ADMINISTRAÇÃO. Átila Jacomussi foi colocado em liberdade na última sexta, após decisão de Gilmar Mendes

No começo da noite desta segunda-feira, o prefeito afastado de Mauá, Átila Jacomussi (PSB), reassumiu o cargo no município do ABC Paulista. Átila assumiu o comando da cidade três dias após deixar a prisão. Após assinar o termo de posse, em coletiva de imprensa, ele disse ter "convicção" de sua
inocência.

Até segunda-feira a cidade era comandada pela vice-prefeita, Alaíde Damo (PMDB). O prefeito estava preso desde dezembro por suspeita de desvio em licitações de merenda escolar. Na época, ele foi preso na operação Trato Feito, na Polícia Federal.

"Tenho convicção da minha inocência. Para a cidade foi como se tivesse tomado um soco no queixo. Tomou um soco no queixo, se levantou, tomou outro no queixo e se levantou", disse o prefeito em coletiva.

Após tomar posse, Jacomussi apareceu em uma janela do prédio da administração municipal e acenou para apoiadores que estavam do lado de fora e chacoalhou a bandeira da cidade.

Em seguida, recebeu um grupo de aliados e apoiadores em seu gabinete por cerca de 30 minutos. Todos tiveram de passar por seis guardas municipais, que faziam a segurança do local.

Solto.

Jacomussi foi colocado em liberdade às 18h10 da última sexta-feira, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinar a soltura dele.

Foi a segunda vez que o ministro tomou uma decisão em favor de Jacomussi.

A investigação também indicou que nove empresas, de diferentes ramos, pagavam propina mensal para o
prefeito. (GSP)

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