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Prefeito de São Bernardo foi alvo da Operação Prato Feito deflagrada pela PF em maio de 2018
Prefeito de São Bernardo foi alvo da Operação Prato Feito deflagrada pela PF em maio de 2018
Foto: DIVULGAÇÃO FACEBOOK

PF pede afastamento de prefeito de São Bernardo

INVESTIGAÇÃO. PF pediu o afastamento de Orlando Morando (PSDB), por corrupção passiva e fraudes em licitações

A Polícia Federal (PF) indiciou e pediu o afastamento do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), do cargo, por corrupção passiva e fraudes em licitações, conforme matéria veiculada pela "Rádio CBN", na terça-feira. Em nota, divulgada na manhã desta quarta-feira, o tucano negou as acusações.

Segundo a corporação, o pedido tem relação com desdobramentos da Operação Prato Feito. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2018 para investigar 65 contratos, cujos valores totais ultrapassam R$ 1,6 bilhão, em 30 cidades de São Paulo.

Quando a ação foi desencadeada, a Polícia Federal indicou que cinco grupos criminosos seriam suspeitos de desviar recursos da União para a educação. As verbas eram destinadas ao fornecimento de merenda escolar, uniformes, material didático e outros serviços.

Segundo representação policial que foi enviada à 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo para a deflagração da 'Prato Feito', um investigado que trabalhava com fornecimento de merenda escolar teria afirmado em áudio que entregou vantagem indevida para o então candidato e atual Prefeito de São Bernardo do Campo.

Na ocasião, a Polícia Federal anotou que apesar dos indícios de foi oferecida propina à Morano, não havia elementos que comprovassem que o atual prefeito teria as recebido.

A PF indicou ainda que havia necessidade de aprofundar as investigações sobre suposta participação de Morando dos esquemas e por isso não houve nenhum pedido de medida em face do político na época.

Em resposta, Morando assegurou que não há nenhuma prova de favorecimento. O prefeito ainda diz que os contratos feitos na gestão foram aprovados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e que os envolvidos na operação foram afastados. (EC e GSP)

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