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Os últimos caminhões produzidos na fábrica também foram retirados do local nesta quarta-feira
Os últimos caminhões produzidos na fábrica também foram retirados do local nesta quarta-feira
Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Folhapress

Estado não vai interferir em venda de fábrica no ABC

NEGOCIAÇÃO. Mesmo após o fechamento, a compra da fábrica ainda é negociada com a Caoa, segundo a Ford

Na tarde de ontem, o governador de São Paulo, João Doria, disse que o governo não pode interferir na venda da fábrica da Ford de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A montadora encerrou suas atividades nesta quarta depois de 52 anos de funcionamento. Os últimos caminhões produzidos na fábrica também foram retirados do local nesta
quarta-feira. A compra do local ainda é negociada com a Caoa, diz Ford.

"O governo não tem interferência. O governo estimula, aproxima, indica, mas uma fábrica privada só pode ser vendida por um privado, ou seja, é uma relação direta da Ford do Brasil com a Caoa", disse ele em entrevista coletiva.

Doria comentou ainda sobre a demissão de cerca de 650 funcionários nesta quarta. "Nós lamentamos bastante, mas continuamos acreditando que um entendimento poderá haver. E estes profissionais, não só os que estão, mas os que foram dispensados ao longo dos últimos meses possam ser recolocados nessa mesma fábrica, ou em outra", disse ele.

Segundo o "G1", a compra do local pela Caoa está esbarrando na falta de crédito. Em nota, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disse que "se reuniu com a Caoa, como faz com qualquer potencial cliente. No entanto, não houve formalização de nenhuma proposta de financiamento e a empresa não possui operação com o Banco".

"As negociações envolvendo a venda da planta para o grupo CAOA ainda estão em andamento, sem decisão conclusiva até o momento, e a Ford reitera que continua fazendo todos os esforços cabíveis para alcançar um resultado positivo", afirmou a Ford por meio de nota oficial.
(GSP)

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