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Antes da pandemia, em fevereiro, foram colocados à venda 59 lotes de veículos com valores iniciais entre R$ 150 e R$ 18 mil
Antes da pandemia, em fevereiro, foram colocados à venda 59 lotes de veículos com valores iniciais entre R$ 150 e R$ 18 mil
Foto: Divulgação/Líder Leilões

Bens do tráfico geram R$ 2,6 milhões

Em menos de 6 meses foram arrecadados mais de R$ 2,6 milhões com este tipo de leilão em São Paulo

O estado de São Paulo foi o segundo que mais arrecadou com leilões de bens de traficantes entre outubro de 2019 e abril deste ano. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no período, foram arrecadados R$ 2,6 milhões no estado.

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senad/MJSP) já realizou 26 leilões de patrimônio apreendido do tráfico. Ao todo, foram 1069 itens, que somaram R$ 9,5 milhões.

Em São Paulo foram quatro pregões, com 394 itens. Até agora, o mais caro foi uma Mercedes Benz, branca, com lance inicial de R$ 20 mil, mas arrematada por R$ 67, 5 mil. Outro item bem disputado foi uma Scania R124, que atingiu o valor de R$ 66,3 mil, ante o lance inicial de R$ 25 mil. Já uma Rand Rover Defender, que foi anunciada a partir de R$ 40 mil, teve valor final de aquisição de R$ 66 mil.

Além de São Paulo, também foram realizados leilões em outros oito estados. O Paraná foi o que mais arrecadou, com R$ 2,8 milhões. Em terceiro lugar aparece o Mato Grosso, com uma arrecadação de R$ 1,58 milhão. A lista segue com: Rio Grande do Sul (R$ 1,3 milhão), Minas Gerais (R$ 928 mil), Santa Catarina (R$ 341,9 mil), Tocantins (R$ 115 mil), Espírito Santo (R$ 68,9 mil) e Rio de Janeiro (R$ 18 mil).

No geral, foram vendidos carros populares e de luxo, motocicletas, caminhões e sucatas. Ainda este ano, além dos veículos, devem ser leiloados imóveis urbanos e rurais, e até algumas aeronaves apreendidas do tráfico. "Em 2020, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública deve realizar 100 leilões", informou o órgão por meio de nota.

Antes da pandemia do novo coronavírus, em fevereiro, foram colocados à venda 59 lotes de veículos com valores iniciais entre R$ 150 e R$ 18 mil, em São Paulo. O destaque era um carro Captiva, ano e modelo 2008, com documentação, cujo valor mínimo era R$ 11 mil. No leilão havia também uma Kia Sorento e um Honda Civic LXS, ano 2006, modelo 2007, a partir de R$ 10 mil.

Vale lembrar que os leilões promovidos pela Secretaria têm como objetivo ajudar as polícias e o combate às drogas. Dessa forma, 40% do montante arrecadado deve ser destinado para as polícias que apreenderam o patrimônio e os outros 60% vai para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), sendo revertido para a prevenção e combate do tráfico de drogas.

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