últimas notícias
Para o leiloeiro Vicente de Paulo Albuquerque, mais dinheiro circulando na web atraiu golpistas
Para o leiloeiro Vicente de Paulo Albuquerque, mais dinheiro circulando na web atraiu golpistas
Foto: DIVULGAÇÃO

Sites falsos de leilões crescem 70%; saiba como não cair em golpes

Para leiloeiro, checar a matrícula do leiloeiro e visitar o bem pessoalmente são algumas das dicas para não cair em golpes

O número de sites falsos de leilões cresceu 70% no Brasil, durante a pandemia. A informação é da Aleibras - Associação da Leiloaria Oficial do Brasil.

"O momento é estarrecedor. Antes da pandemia, tínhamos, em média, a notícia de cinco, seis sites falsos por dia. Hoje, recebemos, em média, 50 notificações", diz o presidente da Aleibras, o leiloeiro Vicente de Paulo Albuquerque.

Na opinião de Albuquerque, o fato da crise do coronavírus ter mudado o ambiente dos negócios do físico para o virtual, seria a explicação para o aumento deste tipo de crime. Com mais dinheiro circulando na rede, mais fraudadores passaram a agir no ambiente.

Por ser um bem de menor valor, os leilões de veículos são os que mais registram fraudes no Brasil, sendo que os falsos sites não são o único golpe, também é comum os criminosos se passarem por leiloeiros conhecidos. Foi exatamente deste tipo de golpe que o técnico em eletroeletrônica Luís Roberto de Resende Tavares foi vítima. Ele queria comprar um carro Mitsubishi ASX, mas acabou perdendo R$ 36 mil.

"Eu já possuía experiência em leilão e cheguei ao site dos golpistas por meio de pesquisa na internet. Os preços anunciados eram condizentes com o praticado. Eu consultei o nome do leiloeiro responsável e verifiquei que era um leiloeiro ativo, mas só depois fiquei sabendo que ele não pertencia ao dito leilão", conta.

Para não cair em golpes, Albuquerque orienta que os compradores pesquisem sobre os leilões e o leiloeiro, sempre consultando a matrícula na Junta Comercial. Além disso, é importante visitar o bem pessoalmente, o que pode ser feito por meio de agendamento, durante a pandemia e, na hora do depósito, conferir se a conta está no nome do leiloeiro, que é uma pessoa física.

Comentários

Tops da Gazeta