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ECONOMIA

Movimentação de cargas no Porto de Santos bate recorde no primeiro trimestre

Entre janeiro de março deste ano, sete em dez cargas que passaram pelo porto foram embarcadas para exportação

Pedro Henrique Fonseca

Publicado em 26/04/2020 às 14:07

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Porto de Santos / Arquivo/DL

O volume de cargas movimentadas no Porto de Santos bateu a marca de 31,6 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano, batendo o recorde anterior, de 30 milhões de toneladas, registrado em 2018. Na comparação com mesmo período em 2019, a alta foi de 2,4%.

O trimestre também teve recorde na movimentação de contêineres, com 629,2 mil unidades (ou 1.019.516 TEUs, medida que representa a capacidade de carga de um container marítimo de 20 pés de comprimento, o equivalente a seis metros). O avanço é de 15,4% ante o ano anterior.

Segundo balanço divulgado pela SPA (Santos Port Authority, autoridade que responde pela infraestrutura do porto, a antiga Codesp), o movimento de cargas no mês passado também foi recorde para um mês de março, com 12,7 milhões de toneladas, 12,1% mais do que no mesmo período do ano passado.

Entre janeiro de março deste ano, sete em dez cargas que passaram pelo porto foram embarcadas para exportação, quase metade (48,9%) das 31,6 milhões de toneladas movimentadas era de sólidos a granel.

Os embarques tiveram variação de 2,4% ante o primeiro trimestre de 2019 e somaram 22,2 milhões de toneladas. Os produtos que tiveram as maiores variações positivas absolutas no volume de embarques foram açúcar (10,8%), óleo combustível (59,1%) e soja em grãos (1,5%).

A SPA registrou queda nos embarques de milho (-53,5%), óleo diesel e gasóleo (-32,4%) e gasolina (-15%).

A autoridade portuária diz, em nota, que o crescimento das exportações de açúcar foi influenciado pela recente queda nos preços do petróleo, tornando o etanol menos competitivo frente aos combustíveis fósseis.

"Soma-se também a isso a desvalorização cambial do real frente ao dólar, favorecendo as exportações nacionais da commodity", afirma.

Nos desembarques, a alta foi de 7,5% na comparação com o primeiro trimestre do anos passado, com um total de 9,3 milhões de toneladas.

As maiores variações absolutas positivas foram verificadas nos desembarques de adubo a granel (17,5%), óleo diesel e gasóleo (23,2%) e trigo (28,4%). As principais reduções foram nas movimentações de enxofre a granel (-14,8%), gás liquefeito de petróleo (-22,5%) e soda cáustica (-9,7%).

Na movimentação de cargas conteinerizadas, o período de janeiro a março teve desempenho 10,8% superior ao mesmo intervalo no ano passado, somando 11 milhões de toneladas.

Foram desembarcados, no período, 314,8 mil contêineres nos terminais do Porto de Santos. O volume é 15,6% maior do que em 2019. A alta nos embarques, no primeiro trimestre, foi de 15,2%, com 314,3 mil unidades.

A SPA afirma que os primeiros impactos da pandemia do coronavírus sobre essas cargas começaram a ser sentidos nas duas últimas semanas de março. A rota Ásia-Santos leva cerca de 45 dias para ser concluída. "É esperado que se tornem mais intensos a partir de abril, , principalmente nas trocas com Ásia e, possivelmente, com Europa", diz a administração do porto.

"O desafio de se traçar perspectivas para a movimentação de cargas conteinerizadas nos próximos meses é extremamente elevado, dado o elevado grau de incerteza sobre os impactos econômicos e sociais da pandemia em escala global, a depender do rigor e duração das quarentenas impostas no Brasil e em várias partes do mundo."

Segundo o balanço da autoridade portuária, ao longo do primeiro trimestre de 2020 ocorreram 1.173 atracações, patamar 0,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2019 (1.180). Excluídos os navios de passageiros e da Marinha, foram registradas 1.099 atracações de navios de longo curso (queda de 0,9% ante o ano de 2019) e 180 navios de cabotagem (alta de 1,1%).

Na última sexta (24), o diretor-executivo da SPA, Casemiro Tércio Carvalho, anunciou sua saída após um ano e dois meses no cargo.

Em carta aberta publicada em uma rede social, Carvalho não diz quais teriam sido os motivos de sua renúncia. Pessoas familiarizadas com a situação afirmam que o executivo alegou razões pessoais ao comunicar que queria deixar o posto.

O substituto de Tércio será o atual diretor de administração e finanças da SPA, Fernando Biral, considerado o 'braço direito' de Carvalho.

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