Greve da CPTM pode chegar ao fim nesta quarta; ferroviários convocam assembleia para decidir próximos passos

Sindicato marcou reunião para as 15h, no Brás, para analisar a proposta apresentada pelo Governo de SP; caso o acordo seja aprovado, trabalhadores poderão retomar as atividades imediatamente

Reflexo da linha 12-Safira atingiu a linha 11-Coral

Greve dos ferroviários afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM /Divulgação

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) convocou uma assembleia geral extraordinária para a tarde desta quarta-feira (5/8) que poderá definir o futuro da greve dos ferroviários da CPTM.

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A reunião está marcada para 15h, na sede do sindicato, no Brás, região central de São Paulo. No encontro, a categoria irá analisar e votar a proposta apresentada pelo Governo do Estado para encerrar o movimento.

Categoria vai decidir se aceita proposta

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o sindicato informou que os ferroviários vão discutir coletivamente os próximos passos da mobilização.

Segundo a entidade, o encontro é considerado um momento decisivo para o futuro dos trabalhadores e de suas famílias.

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O sindicato também destacou que a participação da categoria é fundamental para que a decisão represente a vontade dos ferroviários.

Retorno ao trabalho pode ocorrer ainda nesta quarta

O comunicado informa que, caso a proposta seja aprovada, os ferroviários deverão estar preparados para retomar as atividades imediatamente, seguindo a deliberação da assembleia e as orientações do sindicato.

Até a realização da reunião, a greve segue mantida.

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Greve começou por causa da concessão das linhas

A paralisação teve início na terça-feira (4/8) e afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

Os ferroviários reivindicam garantias de manutenção dos empregos após a concessão das linhas à concessionária Trivia Trens, além da reestatização do serviço e da aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025, que prevê a absorção dos empregados da CPTM por órgãos da administração estadual após as concessões.

Na terça-feira, governo e sindicato trocaram críticas públicas sobre o movimento.

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Enquanto o governador Tarcísio de Freitas afirmou que a greve tem motivação política, a entidade negou a acusação e reiterou que a principal reivindicação é a garantia formal de que nenhum ferroviário perderá o emprego com a concessão.