As obras de extensão da Linha 4-Amarela do metrô até Taboão da Serra, na Grande São Paulo, entraram em uma nova etapa com o avanço das escavações da futura Estação Taboão da Serra. Iniciada em março de 2026, a fase terá cerca de 100 profissionais trabalhando em três turnos, permitindo operações ininterruptas, 24 horas por dia.
Com investimento de R$ 4 bilhões, o projeto prevê a construção de 3,3 quilômetros de túneis e duas novas estações: Taboão da Serra e Chácara do Jockey. A ampliação também será histórica por marcar a primeira vez que o metrô paulista ultrapassará os limites da capital.
Escavações seguem com monitoramento e método especial
Após a conclusão das demolições, terraplanagem e preparação dos canteiros, a obra avança para a escavação subterrânea da estação pelo método NATM (New Austrian Tunnelling Method), técnica que permite a escavação gradual com reforço imediato das estruturas e monitoramento constante do solo.
Ao todo, serão construídos cinco poços secantes, que darão acesso às frentes de trabalho e farão parte da estrutura definitiva da estação. A escavação será feita em etapas, com uso de retroescavadeiras, concreto projetado e telas metálicas para garantir a estabilidade da obra, além de monitoramento geotécnico permanente.
Atualmente, três dos sete canteiros previstos já estão em operação, localizados em Taboão da Serra, Chácara do Jockey e Vila Sônia.
A linha contará com um novo sistema de sinalização da Siemens Mobility para ampliar a velocidade, a segurança e a capacidade operacional da linha.
Extensão reduzirá tempo de viagem e criará empregos
Quando concluída, a extensão deverá transportar 50 mil novos passageiros por dia e reduzir para cerca de 30 minutos o trajeto entre Taboão da Serra e a Estação Luz. A expectativa também é retirar aproximadamente 33 mil veículos das ruas diariamente.
As novas estações terão recursos voltados à sustentabilidade e acessibilidade, como iluminação em LED, reaproveitamento de água da chuva, preparação para painéis solares, elevadores, rampas, pisos táteis e banheiros adaptados.
Além dos ganhos para a mobilidade, a obra também impulsiona o mercado de trabalho. Até o fim de 2026, a previsão é criar 876 vagas em mais de 80 funções. Durante toda a execução do projeto, a expectativa é superar 4 mil empregos diretos e indiretos, com prioridade para moradores da região. Atualmente, mais de 460 profissionais já atuam nas obras.
