Passeio de trem percorre 27 cidades brasileiras e encanta turistas

Trajeto tem 892 km de extensão é feito em cerca de 16 horas de viagem e passa por duas regiões brasileiras

Trem leva cerca de 1,5 mil pessoas por dia e passa por cenários deslumbrantes

Trem leva cerca de 1,5 mil pessoas por dia e passa por cenários deslumbrantes | Divulgação/Vale

O Brasil tem passeios incríveis e uma das maiores malhas rodoviárias do mundo. Mas é uma viagem de trem que tem números gigantes e encanta os turistas ao atravessar 27 cidades na estrada de ferro mais cobiçada.

Ligando a região norte a nordeste, em 16 horas de viagem, seus trilhos levam cerca de 1,5 mil pessoas por dia, número muito maior que os passeios do estado de São Paulo ou o trajeto de trem Curitiba-Morretes, no Paraná.

É a Estrada de Ferro Carajás, que liga a maior mina de minério de ferro ao ar livre do mundo, em Carajás (PA) ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). Ela foi construída na reta final da Ditadura Militar e inaugurada em 28 de fevereiro de 1985.

Conheça a Estrada de Ferro Carajás

São 892 km de extensão percorridos por mais de 200 locomotivas e 1,4 mil vagões. Hoje, o sistema é concessionado para a mineradora Vale, que transporta por ele mais de 120 milhões de toneladas de carga e 350 mil passageiros por ano.

O trem sai de São Luís, no litoral maranhense, nas segundas, quintas e sábados às 8h (chega por volta das 23h50). Já a saída de Parauapebas (PA) ocorre nas terças, sextas e domingos, às 6h (chega por volta das 22h).

Há outras três estações no caminho: Santa Inês (MA), Açailândia (MA) e Marabá (PA), além de dez paradas. O trajeto entre São Luís e Parauapebas sai por R$ 90 na classe econômica e R$ 170 na executiva. A venda é pelo site da mineradora.

Crianças menores de cinco anos viajam no colo e não pagam entrada. Já os que tem entre 6 e 11 anos, pagam metade. São concedidas também duas passagens gratuitas para idosos (os demais acima de 60 anos tem 50% de desconto) e duas passagens gratuitas e duas a 50% do valor para jovem baixa renda.

No trem, há um carro que funciona como lanchonete, outro como restaurante, além de carro exclusivo para cadeirantes. Há serviço de bordo e toda a estrutura conta com ar-condicionado.