A Prefeitura de São Paulo anunciou na noite desta segunda-feira (3/8) que o rodízio municipal de veículos estará suspenso nesta terça-feira (4/8) por conta da greve que afetará as linhas 11, 12 e 13 da CPTM a partir da 0h.
“A Prefeitura de São Paulo informa que o rodízio de veículos está suspenso nesta terça (4) em razão da greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Paulistanos (CPTM)”, afirmou a Prefeitura em nota.
Greve nesta terça gera suspensão do rodízio
Os ferroviários de São Paulo decidiram aprovar a greve da categoria durante assembleia realizada nesta segunda-feira (3/8), realizando a paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na madrugada desta terça-feira (4/8).
A decisão foi tomada durante reunião organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), responsável por representar os funcionários das três linhas atualmente operadas pela CPTM.
Segundo as lideranças do sindicato, “não foi possível chegar a um acordo” após reunião com o governo do Estado, realizada na tarde desta segunda.
CPTM e Governo de SP criticam greve e dizem que apresentaram propostas aos ferroviários
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Governo de São Paulo afirmaram nesta segunda-feira (3/8) que lamentam a decisão do sindicato dos ferroviários de manter a paralisação prevista para esta terça-feira (4/8) nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Segundo o Estado, foram apresentados compromissos para avançar nas negociações com a categoria, incluindo medidas relacionadas à manutenção dos empregos.
Medidas do governo
Em nota, a CPTM e o governo estadual informaram que, durante uma reunião realizada nesta segunda-feira com representantes do sindicato, reiteraram o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de propostas de interesse dos trabalhadores.
Entre as medidas citadas pelo governo estão a possibilidade de absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos funcionários no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de atendimento à saúde dos servidores estaduais.
Segundo o posicionamento oficial, a paralisação “não contribui para a negociação” e prejudica passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. O governo também afirmou que a categoria não deve utilizar os usuários do sistema como forma de pressão nas negociações.
