últimas notícias
Os testes, que estão na fase 3, tinham sido interrompidos porque uma voluntária teve reação adversa
Os testes, que estão na fase 3, tinham sido interrompidos porque uma voluntária teve reação adversa
Foto: FREEPIK

Covid-19: Astrazeneca e Universidade de Oxford retomam testes clínicos da vacina

Anúncio ocorre seis dias após a interrupção; Anvisa precisa ser comunicada pela MHRA para retomar testes no Brasil

Os testes clínicos para a vacina contra a Covid-19 realizados pela Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca foram retomados no Reino Unido. O anúncio foi feito pela universidade e pela farmacêutica neste sábado (12).

"O comitê do Reino Unido concluiu suas investigações e recomendou à MHRA que os ensaios no Reino Unido podem ser retomados com segurança", diz o texto.

Os testes, que estão na fase 3, tinham sido interrompidos porque uma voluntária teve reação adversa. De acordo com a farmacêutica, a interrupção ocorreu para revisar os dados de segurança por comitês independentes.

"O processo de revisão padrão desencadeou uma pausa voluntária na vacinação em todos os testes globais para permitir a revisão dos dados de segurança por comitês independentes e reguladores internacionais", disse a AstraZeneca.

"A AstraZeneca está comprometida com a segurança dos participantes do estudo e os mais altos padrões de conduta em estudos clínicos. A empresa continuará a trabalhar com as autoridades de saúde em todo o mundo e será orientada quanto a quando outros testes clínicos podem ser retomados para fornecer a vacina de forma ampla, equitativa e sem lucro durante esta pandemia", afirma o comunicado.

No Brasil

O Brasil está participando desta fase de testes da vacina e mais de 4 mil voluntários já receberam as doses. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que os ensaios clínicos com a vacina ChAdOx-1 nCoV-19 precisarão passar pela liberação da Anvisa e do Comitê Nacional de Ética e Pesquisa (Conep).

"Cabe destacar que a prioridade da Pasta é a segurança de todos os voluntários envolvidos nos testes, que tem como base o padrão internacional de Boas Práticas Clínicas - seguido com rigor pelo Brasil", disse o ministério, em nota.

Para retomar os testes no País, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa ser comunicada oficialmente pela autoridade sanitária do Reino Unido, MHRA, responsável pela liberação. O órgão diz que ainda não foi comunicado.

"Para que a reativação do estudo clínico ocorra no Brasil, a Anvisa espera receber nos próximos dias o peticionamento da empresa AstraZeneca", diz o comunicado.

Na prática, o laboratório precisa fazer um novo pedido protocolado para retomar os estudos no Brasil.

"A Anvisa reitera que está comprometida com a celeridade na análise de todos os dados. Ao mesmo tempo, trabalha para garantir a segurança dos participantes do estudo clínico no Brasil", diz o texto.

Comentários

Tops da Gazeta