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De acordo com cientistas, esta nova variante pode ter maior potencial de transmissão
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Foto: kjpargeter/freepik

Covid-19: Vacina de Oxford tem até 90% de eficácia, informa AstraZeneca

Resultados não foram publicados em revista científica; não houve caso grave da doença entre os que receberam o imunizante

A vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e Universidade de Oxford tem eficácia de até 90%, de acordo com resultados divulgados pela farmacêutica nesta segunda-feira.

Os resultados, que ainda não foram revisados por outros cientistas e nem publicados em revista científica, mostram que o imunizante tem 90% de eficácia se administrado em meia dose seguida de uma dose completa com intervalo de pelo menos um mês.

Se a vacina for administrada em 2 doses completas, a eficácia é de 62%. Foram registrados 131 casos do coronavírus entre os voluntários - 101 entre os que receberam placebo e 30 entre os que receberam a vacina.

Não houve nenhum caso grave da doença entre os que receberam o imunizante. De acordo com a AstraZeneca, a previsão é que estejam prontas 200 milhões de doses até o fim de 2020 e 700 milhões até o fim do primeiro trimestre de 2021 em todo o mundo.

Em coletiva de imprensa, o CEO da farmacêutica, disse que uma dose menor na primeira aplicação da vacina significa que mais pessoas podem ser vacinadas em um intervalo menor.

"Poder vacinar mais pessoas mais rapidamente é realmente uma grande vantagem", afirmou.

Os resultados foram obtidos após análise de mais de 24 mil voluntários de ensaios no Reino Unido, Brasil e África do Sul, com acompanhamento desde abril.

No Brasil

O imunizante produzido pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca está sendo testada no Brasil. Em agosto, o governo federal anunciou que iria investir R$ 1,9 bilhão na produção de 100 milhões de doses. No começo de novembro, a Fiocruz anunciou um cronograma de produção e distribuição da vacina no País.

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