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Política dos EUA

'Se Trump não estivesse concorrendo, não tenho certeza se eu estaria', diz Biden

Com a declaração, o presidente deixa claro que sua principal motivação para se candidatar a um segundo mandato é impedir a volta do empresário à Casa Branca

FERNANDA PERRIN - Folhapress

Publicado em 06/12/2023 às 08:30

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Após meses de especulação, Biden lançou sua campanha. / Reprodução/Youtube

O presidente americano, Joe Biden, afirmou nesta terça (5) que talvez não estivesse concorrendo à reeleição caso Donald Trump não fosse candidato. A declaração ocorreu durante um evento de campanha com doadores em Weston, nas proximidades de Boston, em Massachusetts.

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"Se Trump não estivesse concorrendo, eu não tenho certeza se eu estaria concorrendo. Mas nós não podemos deixá-lo vencer", afirmou o democrata em um evento na casa do ex-embaixador americano na Espanha, Alan Solomont. O presidente discutia os riscos que seu predecessor no cargo oferece à democracia.

Com a declaração, o presidente deixa claro que sua principal motivação para se candidatar a um segundo mandato é impedir a volta do empresário à Casa Branca.

Aos 81 anos, Biden deve enfrentar uma disputa difícil no próximo ano. Pesquisas de intenção de voto até agora mostram ele ora empatado, ora atrás do ex-presidente. Só nesta terça, ele participa de três eventos com doadores --até segunda, serão sete no total, segundo a CNN.

O maior problema do democrata, na visão do eleitorado, é sua idade, seguida pela situação econômica -embora o mercado de trabalho esteja aquecido e a renda, crescendo, a população, traumatizada pelo alto nível de inflação, avalia negativamente a atual administração.

Muitos democratas têm defendido nos bastidores que o partido tenha ao menos um plano B a Biden. Alguns têm vindo a público, como James Carville, conhecido por sua atuação na campanha de Bill Clinton em 1992. No Brasil, ele também foi consultor de Fernando Henrique Cardoso em 1994.

Para 62% dos democratas, outra pessoa que não Joe Biden deveria ser o candidato do partido na eleição presidencial de 2024.

O eleitorado negro, fundamental para a vitória em 2020, está bem menos entusiasmado com o democrata. A cerca de um ano das eleições, pesquisas alertam para um comparecimento menor às urnas, e até um encolhimento da vantagem do presidente sobre Trump.

Afro-americanos são, historicamente, o grupo que mais apoia o Partido Democrata, e a falta desses votos pode fazer a diferença.

Em outubro, após meses de ameaças e recuos, o deputado Dean Phillips lançou oficialmente sua candidatura à vaga do partido na disputa pela Presidência no próximo ano, desafiando Biden. A decisão ecoa a preocupação de muitos democratas: a de que o atual presidente, aos 80 anos, não será capaz de vencer Donald Trump em razão da sua idade.

Para 59% dos americanos, a capacidade mental e física do democrata exercer um segundo mandato é uma grande preocupação, segundo levantamento da NBC divulgado no domingo. Outra pesquisa, essa da Associated Press-Norc, mostra que 77% da população o vê como velho demais para ser eficiente por mais quatro anos.

A campanha democrata chegou a montar uma estratégia para evitar que Biden tropece em público, como ocorreu em junho em uma imagem que correu o mundo como símbolo de um presidente frágil. Desde então, ele vem usando tênis esportivos e as escadas mais curtas do avião Air Force One, segundo o portal Axios.

Também nesta terça, Biden falou sobre o apoio americano a Israel. Ele ressaltou que é preciso pensar o que precisa ser feito com Gaza --desde a eclosão da guerra, opções aventadas são o controle ficar nas mãos de Tel Aviv ou de uma missão internacional.

"Eu acho que a única solução viável é uma solução de dois Estados", afirmou Biden.
O presidente americano disse que vai continuar trabalhando pela libertação dos reféns e para convencer os israelenses de que é necessário permitir a entrada de "significativamente mais" ajuda humanitária em Gaza.

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